Sobre o que é The Meg
Prazer em apresentar: um Megalodon de quase 20 metros. O filme é literalmente isso — um tubarão pré-histórico que deveria ter sumido há milhões de anos, mas reaparece nas águas profundas do Pacífico e começa a mastigar banhistas, submarinos e tudo que aparece pela frente.
A premissa junta o especialista em mergulho profundo Jonas Taylor, vivido por Jason Statham, com um centro de pesquisa chinês que precisa da ajuda dele para impedir o bicho. O resto é pancadaria molhada, ação subaquática e toneladas de close em dentes enormes.
O diretor Jon Turteltaub (de Doze É Demais e A Lenda do Tesouro Perdido) entrega um filme de ação e suspense com cara de blockbuster de verão, tensão subaquática modesta e zero pretensão intelectual.
Estreia e legado
The Meg chegou aos cinemas brasileiros em 9 de agosto de 2018 como um típico lançamento de blockbusters de verão no hemisfério norte (lá estreou um pouco antes). Custou cerca de 178 milhões de dólares para ser produzido e devolveu mais de 530 milhões em bilheteria global — um resultado estrondoso para a Warner Bros.
O filme não levou Oscar nem passou perto de festivais, mas cravou um lugar cativo na lista de melhores filmes de tubarão do público casual. A continuação, Meg 2: O Grande Tubarão, foi confirmada e lançada em 2023 com Statham de volta.
Hoje, The Meg é lembrado como o filme que ressuscitou o subgênero de megatubarões e mostrou que o público ainda topa pagar para ver um monstro mar gigante comer gente na tela grande.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a química entre Jason Statham e Bingbing Li funciona melhor do que deveria. As cenas de perseguição dentro da submersível e embaixo da água são competentes e cumprem a promessa de tensão.
Statham faz cara de bravo como ninguém e ainda arranca umas piadas físicas que rendem boas gargalhadas. O tubarão digital, para os padrões de 2018, convence na maior parte do tempo.
Ponto fraco: o roteiro não tenta surpreender. A lógica interna é furada, o vilão corporativo é genérico e o terceiro ato aposta em clichês de ação fáceis demais, incluindo decisões absurdas dos personagens para justificar o próximo susto.
Não espere terror visceral: The Meg prefere ficar no território do PG-13 e arrancar suspiros em vez de gritos. Para quem busca profundidade, vai sair frustrado. Para quem quer ver um tubarão gigante comer um dinossauro, é festa.
Curiosidades
- O filme é baseado no romance MEG: A Novel of Deep Terror, de Steve Alten, publicado em 1997 — a ideia ficou mais de 20 anos engavetada até sair do papel.
- Jason Statham quase não aceitou o papel porque achava a premissa cafona. A Warner precisou de várias reuniões para convencê-lo a topar.
- As cenas subaquáticas usaram um tanque de água gigante construído especialmente para a produção em Auckland, Nova Zelândia, em vez de computação gráfica em tudo.
Perguntas frequentes
The Meg é bom?
É divertido dentro do que propõe: um blockbuster B de tubarão gigante. Não é brilhante, mas cumpre bem a função de entretenimento de verão. Quem curte ação descompromissada vai gostar.
The Meg tem cena pós-créditos?
Não. A narrativa fecha no terceiro ato e o filme encerra ali, sem gancho extra durante ou depois dos créditos finais.
The Meg é baseado em fatos reais?
Não. O Megalodon é uma espécie extinta real que viveu há milhões de anos, mas a trama do filme — de que um exemplar sobreviveu nas profundezas — é pura ficção, sem qualquer embasamento científico.
Pra quem é este filme:
- Fãs de blockbusters B de monstro, estilo Tubarão e Deep Blue Sea, dispostos a desligar o cérebro por duas horas.
- Quem acompanha a carreira de Jason Statham em filmes como Assassino a preço fixo 2 - A ressurreição e quer ver o astro em mais uma aventura cheia de socos e潜水.
- Espectadores que curtem pipoca de verão com cara de Velozes & Furiosos 8: explosivo, descerebrado e eficiente no que se propõe.
País de origem: EUA
Data do lançamento: 09/08/2018
Distribuidora: Warner Bros
Diretor: Jon Turteltaub
Principais atores: