Veja o trailer do filme Tempos Modernos
O que é Tempos Modernos?
Em Tempos Modernos, Charles Chaplin leva Carlitos para dentro de uma fábrica gigante, onde engrenagens, esteiras e relógio de ponto ditam o ritmo da vida. O Vagalume vira operário, depois preso, depois店員 — sempre sendo triturado pelo sistema.
É uma sátira furiosa à industrialização, ao taylorismo e à exploração do trabalho em plena Depressão americana.
O filme é praticamente mudo: quase não há diálogos, só ruídos, música e cartelas. A trilha foi composta pelo próprio Chaplin.
De 1936 para cá: por que Tempos Modernos segue atual
Tempos Modernos estreou em 21 de fevereiro de 1936 em Nova York e chegou ao Brasil em 2 de março do mesmo ano, pouco antes do New Deal emplacar de vez nos Estados Unidos.
Foi o último filme mudo de Chaplin e o primeiro em que sua voz não aparece — a opção foi consciente, uma forma de resistir ao cinema falado que engolia Hollywood.
Virou leitura obrigatória em cursos de comunicação, sociologia e história do trabalho, e continua citado em debates sobre automação, uberização e saúde mental.
Concorreu indiretamente ao Oscar de Melhor Canção Original com "Smile", composta por Chaplin e usada depois por Nat King Cole e Michael Jackson. Em 2020, entrou para o National Film Registry dos Estados Unidos como obra de preservação permanente.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a sequência da fábrica. Chaplin transforma a linha de montagem em máquina de torturas cômicas, com a engrenagem que engole Carlitos, a porca na roupa e o operário que enlouquece no meio do turno. É humor físico no estado da arte.
A cena do patrão controlando os funcionários por monitores de TV antecipou, em 1936, a vigilância por câmeras que normalizamos hoje.
A direção musical de Chaplin — ele mesmo compõe e conduz a trilha — dá unidade ao filme inteiro e faz cada gag funcionar como número musical.
Ponto fraco: a sequência final, com a cantiga italiana cantada por Carlitos e a "Menina", soa datada e arrastada mesmo para a época. Alguns ritmos de transição também pedem paciência do espectador acostumado com edição acelerada.
- Chaplin escreveu, dirigiu, produziu, compôs a trilha, cantou e atuou no filme, só não montou — trabalho de Willard Nico e Ralph Greco.
- A voz de Chaplin só aparece no final, cantando em francês e italiano improvisados, e foi tão criticada que ele decidiu nunca mais usar a própria voz como Carlitos em O Grande Ditador usando outro ator para o efeito.
- A fábrica mostrada no filme é uma miniatura em escala construída pelos estúdios Chaplin, porque a equipe não tinha orçamento para filmar em uma fábrica de verdade.
Tempos Modernos tem diálogos?
Praticamente não. O filme é considerado o último grande longa mudo da era sonora, com sons, música e cartelas, mas quase nenhuma fala. A voz de Chaplin aparece só no final, cantando.
Qual a mensagem principal de Tempos Modernos?
Que a mecanização do trabalho e a industrialização transformam pessoas em peças de máquina, causando estresse, desemprego e perda de identidade. A crítica continua citada em debates sobre automação e平台 de trabalho hoje.
Tempos Modernos tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com Carlitos e a "Menina" indo embora pela estrada, de mãos dadas, com o letreiro final "Buck up — never say die!" (Anime-se — nunca diga que é o fim!). Sem cena extra depois.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema clássico e da filmografia de Charles Chaplin, especialmente quem viu Luzes da Cidade e O Circo e quer fechar a trilogia com o Vagalume.
- Estudantes e curiosos por história do trabalho, sociologia, história econômica e crítica da industrialização.
- Quem curte comédia física, gags visuais e humor sem palavra falada, do mesmo universo que O Grande Ditador explora logo depois.
Título original: Modern Times
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 02/03/1936
Diretor: Charles Chaplin
Principais atores: