Veja o trailer do filme Tempo de Matar
O Filme
Em Canton, no Mississipi, dois homens brancos estupram uma menina negra de dez anos. Os dois são presos, mas antes de chegarem ao tribunal, o pai da vítima decide fazer justiça com as próprias mãos e mata os dois diante de testemunhas, ferindo ainda um policial por acidente.
A cidade explode em tensão racial. Um jovem advogado de carteirinha, vivido por Matthew McConaughey, assume a defesa do pai, contando com a ajuda de uma estagiária idealista (Sandra Bullock) e de um ativista pelos direitos civis (Kevin Spacey).
O problema central não é só convencer o júri: o juiz proíbe qualquer menção ao estupro da menina, porque o julgamento é pelo homicídio, não pelo crime original. Aí o filme entra no seu terreno favorito, o drama de tribunal, e mostra como a lei pode ser convenientemente cega quando o réu é negro e a vítima branca.
Estreia e Legado
Tempo de Matar chegou aos cinemas norte-americanos em 24 de julho de 1996, com a estreia brasileira em 18 de outubro do mesmo ano, pela Warner Bros. Foi o primeiro romance de John Grisham adaptado para o cinema e abriu a fila de blockbusters jurídicos dos anos 1990, que ainda renderia O Cliente e O Homem que Fazia Chover.
O diretor Joel Schumacher vinha do sucesso de Um Dia de Cão e entregou um filme comercial, com cara de TV movie inflado, o que dividiu a crítica na época. Mesmo assim, ajudou a pavimentar carreiras importantes. Sandra Bullock viveu aqui a ascensão que a levaria ao Oscar dois anos depois, por Gravidade.
Hoje é lembrado como retrato datado de um país em ebulição racial, e ganhou nova leitura após o movimento Black Lives Matter. Não ganhou nenhum grande prêmio, mas virou peça obrigatória de quem estuda o cinema de tribunal americano.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: as atuações de Samuel L. Jackson e Sandra Bullock sustentam as cenas mais tensas do tribunal. Jackson entrega um pai dilacerado com uma sobriedade que evita o piegas, e Bullock rouba cada cena em que aparece.
Ponto fraco: a direção de Schumacher é burocrática, com a estética âmbar típica dos anos 1990. Personagens como o KKK do Donald Sutherland beiram a caricatura, o que enfraquece o impacto do tema central.
Curiosidades
- Foi a primeira adaptação cinematográfica de um romance de John Grisham, abrindo a maré de filmes jurídicos que dominaria os anos 1990.
- Sandra Bullock e Matthew McConaughey aparecem juntos aqui, mais de uma década antes de estrearem O Céu Pode Esperar (2013).
- Octavia Spencer faz uma ponta no papel de Roark, enfermeira responsável por cuidar da menina no hospital.
Perguntas Frequentes
Tempo de Matar é baseado em fatos reais?
Não. O filme é uma adaptação do primeiro romance escrito por John Grisham, publicado em 1989, e foi inspirado em vários casos reais de tensão racial nos Estados Unidos, mas a história é ficcional.
Tempo de Matar tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina nos créditos finais sem nenhuma cena extra depois, no estilo clássico das produções dos anos 1990.
Tempo de Matar é sequência de A Firma ou O Cliente?
Não. Apesar de todos serem baseados em livros de Grisham e terem elenco em comum, os três filmes têm histórias independentes, ambientadas em diferentes cidades e com personagens que não se cruzam.
Quem dirige Tempo de Matar?
O filme foi dirigido por Joel Schumacher, o mesmo diretor de Batman Eternamente e Um Dia de Cão, com roteiro de Akiva Goldsman, que depois ganharia o Oscar por Uma Mente Brilhante.
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama de tribunal no estilo Grisham, que curtem Direito, Mock Trial e podcasts como Serial.
- Quem acompanha carreiras dos anos 90 e se interessa por papéis formativos de Sandra Bullock e Matthew McConaughey.
- Pessoas que discutem cinema sobre justiça racial e querem ver um filme-fronteira entre o entretenimento comercial e a discussão social.
Título original: A Time To Kill
País de origem: EUA
Data do lançamento: 18/10/1996
Distribuidora: Warner Bros
Diretor: Joel Schumacher
Principais atores: