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Southland Tales - O Fim do Mundo

Southland Tales - O Fim do Mundo

O Filme

Em 2005, um ataque nuclear devasta o Texas e mergulha os Estados Unidos em um regime de exceção. O governo suspende as liberdades individuais, a população reage com grupos revolucionários armados e o país vira um campo minado político e ideológico.

É nesse cenário que Richard Kelly, diretor de Donnie Darko, ambienta Southland Tales - O Fim do Mundo, um filme de ficção científica que cruza três histórias em um único dia fatídico: o ex-ator amnésico Boxer Santaros, a estrela de reality show Madeline Frost e o xerife Taizo Kura.

O longa mistura sátira política, referências pop, viagens no tempo e um olhar ácido sobre o apocalipse cotidiano do consumismo americano.

Estreia e Legado

Southland Tales estreou fora de competição no Festival de Cannes de 2006, onde foi recebido com vaias e deixou a plateia incomodada. A versão exibida no festival diferia bastante do corte final que chegou aos cinemas.

A estreia comercial aconteceu em maio de 2008, com distribuição limitada e bilheteria pífia. O custo de produção, de cerca de 17 milhões de dólares, mal foi recuperado.

Com o passar dos anos, o filme ganhou status de cult, especialmente após a morte de Anna Nicole Smith, que tinha participação no elenco, e com a ascensão da carreira de Dwayne Johnson, que viraria astro deblockbusters como Velozes e Furiosos 8 e Jumanji: Bem Vindo a Selva.

Hoje, é lembrado como uma das obras mais polêmicas e mal-compreendidas do cinema de suspense e ficção científica dos anos 2000.

Vale o Ingresso?

Ponto alto: a ambição narrativa de Richard Kelly é genuína. O filme constrói um universo distópico com regras próprias, citações de Bürger, Orwell e Philip K. Dick, e um elenco disposto a se entregar ao absurdo. Cenas como a apresentação musical de Justin Timberlake no início são visualmente marcantes.

Ponto fraco: a trama é propositalmente labiríntica, o que afasta quem busca entretenimento leve. O ritmo é irregular, as atrizes mirins que abrem o filme com narração filosófica podem soar gratuitas, e a sensação de não entender nada persiste por boa parte da projeção.

É cinema de festival, não de pipoca.

Curiosidades

  • O roteiro original era ainda mais ambicioso: previa seis capítulos e funcionava como prelúdio, meio e sequência de uma trilogia que nunca foi concluída.
  • A abertura com Justin Timberlake cantando foi pensada como um curta independente exibido antes do filme nos cinemas.
  • O filme foi incluído no livro 1001 Movies You Must See Before You Die, apesar das críticas negativas iniciais, o que ajudou a consolidar sua reputação cult.

Perguntas Frequentes

Southland Tales é baseado em quadrinhos?

Sim. Richard Kelly co-criou uma graphic novel com os pré-eventos do filme, publicada antes do longa para expandir o universo.

Southland Tales tem cena pós-créditos?

Não. A história termina com um interlúdio narrativo e os créditos sobem sem cenas extras.

Southland Tales é difícil de entender?

Muito. É um filme propositalmente fragmentado, com narrativa não-linear, símbolos bíblicos e referências filosóficas. Maratonar antes foge do trivial.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica cerebral e distopias políticas que adoram discutir teorias após os créditos.
  • Admiradores do cinema de Richard Kelly que já devoraram Donnie Darko e querem encarar o filme mais desafiador do diretor.
  • Entusiastas de cinema cult dos anos 2000, interessados em obras polêmicas que dividiram crítica e público.