Serpico

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Frank Serpico contra o sistema

No Nova York de 1971, o policial Frank Serpico, vivido por Al Pacino, recusa integrar o esquema de propinas que corrói a corporação. O que começa como uma escolha individual vira um problema institucional quando a diretoria fecha os olhos para as denúncias.

Dirigido por Sidney Lumet, o filme conduz o espectador pelos becos da polícia corrupta e das ruas sujas de Manhattan, misturando biografia, drama e crítica social sem panfletismo. Serpico é quase um-western urbano: um homem sozinho contra uma máquina que prefere o silêncio.

Estreia, legado e impacto

Serpico chegou aos cinemas norte-americanos em 5 de dezembro de 1973, com distribuição da Paramount Pictures. A recepção foi calorosa: Al Pacino recebeu sua quarta indicação ao Oscar, dessa vez como Melhor Ator, embora o prêmio tenha ido para Jack Lemmon por Save the Tiger.

O longa também rendeu indicações a Roteiro Adaptado (Waldo Salt e Norman Wexler) e Direção. Ao longo das décadas, virou referência obrigatória do cinema policial e uma das grandes parcerias entre Lumet e Pacino, ao lado de Perfume de Mulher.

Hoje, é lembrado como retrato fiel de uma Nova York à beira da falência e como alerta sobre o preço de desafiar o próprio grupo. Continua em catálogos de streaming e é estudado em cursos de cinema e jornalismo investigativo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: A performance de Al Pacino é magnética. Do sotaque à postura, ele desaparece em Frank Serpico. A direção de Lumet transforma interrogatórios e corredores em tensão pura, e a fotografia granulada de Owen Roizman faz a Nova York suja parecer mais um personagem do que cenário.

Ponto fraco: O ritmo é denso e deliberadamente lento. Quem busca ação policial rápida pode achar o primeiro ato arrastado. Algumas cenas investigativas se alongam além do necessário, e o romance com Leslie (Cornelia Sharpe) é introduzido às pressas, sem grande desenvolvimento.

Curiosidades de bastidores

  • Antes de Al Pacino, o papel foi oferecido a James Caan, que recusou para estrelar Slither.
  • F. Murray Abraham, futuro vencedor do Oscar por Amadeus, aparece como um dos policiais em início de carreira.
  • Frank Serpico real atuou como consultor informal e, nas gravações, chegou a levar Pacino a uma ronda real em Nova York.

Perguntas frequentes

Serpico é baseado em fatos reais?

Sim. O filme é uma adaptação do livro de Peter Maas, que reconstrói a trajetória do policial nova-iorquino Frank Serpico, baleado durante uma operação em 1971 após anos de denúncias ignoradas.

Serpico tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com sua sequência final tradicional, sem cenas extras após os créditos.

Onde assistir Serpico online?

O título costuma aparecer em catálogos rotativos de streaming e está disponível em cópias físicas. Confira a grade atualizada acima para alugar ou assinar onde o filme estiver disponível.

Pra quem é este filme: