N. Hollywood - Um Dia de Cão
O que acontece em Um Dia de Cão
Era para ser um roubo rápido em uma agência do Chase Manhattan no Brooklyn, em agosto de 1972. Sonny (Al Pacino) e Sal (John Cazale) entram no banco esperando sair em dez minutos com o dinheiro para bancar a cirurgia do parceiro de Sonny.
O plano dá errado quase de cara. O cofre está quase vazio, a polícia aparece rápido demais e os dois reféns viram escudo. O que era um assalto vira um impasse que se estende por horas, com o calor de Nova York pesando sobre todo mundo.
O grande truque do filme é mostrar como uma rua comum de Nova York se transforma em uma espécie de arena. A multidão vai se acumulando, a imprensa liga ao vivo e, em certo momento, a plateia começa a torcer a favor dos bandidos e contra a polícia. Sidney Lumet dirige esse caos com pulso firme, deixando a câmera trabalhar quase como um documento.
Estreia, legado e impacto cultural
Um Dia de Cão chegou aos cinemas americanos em 21 de setembro de 1975 e, desde então, nunca saiu do topo das listas de melhor filme dos anos 70. É baseado em fatos reais, o que dá um peso extra a cada cena.
O filme rendeu a Al Pacino sua terceira indicação ao Oscar, depois de O Poderoso Chefão e O Poderoso Chefão II, e venceu na categoria de melhor roteiro original, assinado por Frank Pierson. John Cazale, no auge dos 40 anos, morreu meses antes da estreia, o que torna cada aparição dele como Sal ainda mais marcante.
Em 2017, o título ganhou uma nova edição nacional sob o nome N. Hollywood - Um Dia de Cão, relançado nos cinemas brasileiros em 16 de março para apresentar o clássico a uma nova geração. O confronto “Attica! Attica!” virou referência obrigatória em qualquer discussão sobre crime, mídia e espetáculo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Al Pacino em estado de graça. As cenas de improviso dele com a multidão viraram escola de atuação, e o diálogo “Attica” continua electrizante quase cinquenta anos depois.
Outro ponto alto: a direção de Lumet mistura comédia e tensão com a mesma precisão de 12 Homens e Uma Sentença. A multidão deixa de ser fundo e vira protagonista.
Ponto fraco: a subtrama do motivo do assalto, a cirurgia do parceiro de Sonny, é apresentada quase às pressas no terceiro ato e soa um pouco melodramática perto do resto.
Curiosidades dos bastidores
- As cenas externas foram filmadas no mesmo bairro do assalto real, em Brooklyn, e a produção chegou a usar moradores da região como figurantes.
- John Cazale foi diagnosticado com câncer durante as filmagens, mas continuou gravando. Ele faleceu em 1978, poucos meses antes de O Caçador estrear.
- O famoso grito de guerra “Attica!” foi improvisado por Al Pacino no set e entrou direto no corte final, sem reapresentação.
Perguntas frequentes sobre o filme
Um Dia de Cão é baseado em uma história real? Sim, o filme reconta o assalto ao Chase Manhattan em Brooklyn, em 22 de agosto de 1972, que durou cerca de quatorze horas. O roteiro de Frank Pierson se baseou em reportagens e no livro de P.F. Kluge e Thomas Moore.
Onde assistir a Um Dia de Cão (1975) online? O clássico já passou por serviços de streaming como Max e Apple TV no Brasil, mas a disponibilidade muda por região. Consulte a grade do seu serviço preferido para saber se está no catálogo.
Um Dia de Cão ganhou Oscar? Sim, Frank Pierson venceu o Oscar de melhor roteiro original em 1976, e Al Pacino recebeu nova indicação a melhor ator, a terceira em quatro anos.
Pra quem é este filme:
- Fãs do cinema New Hollywood dos anos 70 que já assistiram a Serpico e querem ver outro Lumet cru.
- Apaixonados por Al Pacino na fase de ouro, entre O Poderoso Chefão e Sob Suspelhor Sob Suspeita.
- Curiosos por crimes reais que gostaram de releituras como Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto e querem ver o original documental.