Veja o trailer do filme Segunda Chance

Segunda Chance

Segunda Chance

Drama Suspense Romance Duração: 1h 42min

O que é Segunda Chance?

Segunda Chance é um drama dinamarquês de 2015, dirigido por Susanne Bier e co-dirigido por Dylan Kidd. O roteiro parte de uma premissa simples: e se um encontro casual reabrisse uma ferida que parecia cicatrizada?

Louise Harrington leva uma vida que, no papel, é invejável. Trabalha na Universidade de Columbia, é bem-sucedida e tem a independência de quem já passou dos trinta. Mas por dentro há um vazio que ela não sabe nomear.

A resposta vem em forma de um caderninho de inscrições. F. Scott Feinstadt é um pintor jovem, intenso, com traços que lembram o namorado que Louise perdeu há vinte anos, em um acidente de carro.

A entrevista de admissão se estende por horas e vira confidência. O que nasce ali é um romance arriscado, combustível rápido para uma relação com data de validade aparente.

Estreia e legado

Segunda Chance chegou aos cinemas brasileiros em 4 de junho de 2015, distribuído pela California Filmes. É um título menor na filmografia de Bier, mas mantém a assinatura da diretora em retratar dilemas morais com camadas de suspense.

A estreia original na Dinamarca ocorreu em 2014, e o longa circulou em festivais antes de ganhar versão americana com Laura Linney no papel principal.

Hoje é lembrado como um exemplar curioso de drama europeia com elenco hollywoodiano, indicado para quem quer revisitar o cinema de Bier fora de seus títulos mais famosos.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Laura Linney e Topher Grace é o motor do filme. A entrega dos dois atores sustenta uma premissa delicada e evita que o romance soe artificial.

Ponto alto: Susanne Bier conduz a narrativa com pulso firme. O suspense não vem de reviravoltas escandalosas, mas de uma tensão íntima que cresce aos poucos.

Ponto fraco: o terceiro ato aposta em uma reviravolta que divide o público. Quem prefere drama cru sem floreio dramático pode achar o desfecho melodramático.

Ponto fraco: o ritmo é contemplativo. Não espere o dinamismo de Deuses do Egito ou a tensão existencial de Insônia.

Curiosidades

  • O título original é En Chance Til, que significa literalmente "uma chance a mais" em dinamarquês.
  • É uma refilmagem do longa dinamarquês de 2014, com elenco parcialmente trocado para a versão americana estrelada por Linney e Grace.
  • Susanne Bier é a mesma diretora de Brothers (2005), também estrelado por uma figura conhecida do cinema autoral.
  • As cenas em Columbia foram gravadas na própria universidade, o que dá autenticidade ao cotidiano de Louise.
  • O roteiro guarda uma reviravolta final que muda a leitura de todo o relacionamento mostrado antes.

Perguntas frequentes

Segunda Chance é baseado em fatos reais?

Não. É uma ficção original, embora dialogue com temas universais como luto, recomeço e diferença de idade em relações amorosas.

Segunda Chance tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma fechada, sem cenas extras após os créditos finais.

Segunda Chance vale a pena para quem gosta de drama?

Sim, especialmente para quem aprecia drama intimista europeu, com construção de tensão psicológica e atuações contidas. Quem prefere ação pode achar o ritmo lento.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de drama intimista europeu e da filmografia de Susanne Bier.
  • Quem curte romances adultos que discutem luto, recomeço e diferença de geração, no estilo de Brothers (2005).
  • Espectadores interessados em suspense psicológico sutil, mais próximo de Sem Perdão do que de thrillers de ação.