POESIA SEM FIM
Sobre o que é o filme
Dirigido por Alejandro Jodorowsky, Poesia Sem Fim é a continuação direta de A Dança da Realidade e mergulha na juventude do próprio diretor no Chile dos anos 1940 e 1950.
A história acompanha Alejandrito, um jovem de 20 anos que rompe com a família conservadora para se tornar poeta. Ele se instala em pensões baratas de Santiago e entra no círculo de artistas que mudaria a literatura da América Latina.
O filme é livremente adaptado das memórias de Jodorowsky, marcadas por sexo, amizade, álcool,実験 poético e um desejo feroz de viver fora de qualquer convenção. Não é ficção científica nem fantasia, mas uma ficção memorialística com fortes doses de lirismo e surrealismo visual.
Estreia e legado
Poesia Sem Fim estreou no Festival de Cannes 2016 e chegou aos cinemas brasileiros em 6 de julho de 2017. A produção é uma coprodução entre França e Chile, países que aparecem como cenário e cofinanciadores do projeto.
Apesar de ter passado longe do circuito comercial massivo, o longa consolidou a segunda parte da “trilogia autobiográfica” de Jodorowsky, iniciada com A Dança da Realidade (2013) e encerrada neste título.
Hoje, é lembrado como uma peça fundamental para entender a formação estética de um dos cineastas mais transgressores da história, ao lado de obras como A Montanha Sagrada e El Topo.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a recriação sensorial do Chile boêmio é hipnótica. As cenas em que o protagonista recita, desenha ou simplesmente observa Santiago funcionam como pequenas instalações poéticas em movimento.
Os personagens históricos aparecem com liberdade criativa, sem virar homenagem cerimoniosa, e o elenco transmite bem a sensação de juventude entregue à arte sem rede de segurança.
Ponto fraco: o ritmo é lento e a narrativa privilegia atmosfera em vez de arco dramático. Quem busca plot, conflitos resolvidos e reviravoltas vai sair frustrado.
Há também uma repetição temática que pesa no terço final, quando happenings e declarações líricas começam a soar parecidas entre si.
Curiosidades de bastidores
- O longa é a segunda parte de uma trilogia autobiográfica, iniciada com A Dança da Realidade (2013) e prevista para terminar com um terceiro filme ainda não filmado.
- Alejandro Jodorowsky aparece em cena como o velho poeta que encontra o protagonista no início da narrativa, fechando um diálogo entre o autor e sua própria juventude.
- A produção recriou Santiago dos anos 1940 em locações do Chile, sem recorrer a computação gráfica para reconstruir a cidade.
Perguntas frequentes
Poesia Sem Fim é sequência de A Dança da Realidade?
Sim. O filme dá continuidade direta à infância de Alejandrito mostrada no longa anterior, agora focado na juventude e na entrada no mundo da poesia.
Poesia Sem Fim tem cena pós-créditos?
Não. O filme encerra sua narrativa antes dos créditos finais, sem sequência extra ou teaser após as fichas técnicas.
O longa é baseado em fatos reais?
É uma adaptação livre das memórias de Alejandro Jodorowsky. Poetas e intelectuais como Nicanor Parra e Enrique Lihn aparecem como personagens, embora as situações sejam ficcionalizadas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de autor e cineastas como Jodorowsky, Fellini e Pasolini, interessados em biografias não convencionais.
- Leitores de poesia latino-americana, especialmente obras de Nicanor Parra e do movimento antipoesia chileno.
- Curiosos pela contracultura dos anos 1940 e 1950, habituados a narrativas experimentais e sem solução fácil.
Título original: Poesia sin fin
País de origem: FRANÇA, CHILE
Data do lançamento: 06/07/2017
Diretor: Alejandro Jodorowsky
Principais atores: