Veja o trailer do filme Plano de Fuga

Plano de Fuga

Plano de Fuga

Plano de Fuga: Mel Gibson atrás das grades no México

Um assalto dá errado, o motorista joga o carro para fora da fronteira e o cara acorda dentro de uma prisão mexicana sem nome. Essa é a premissa seca de Plano de Fuga (Get the Gringo), longa de 2012 dirigido pelo estreante Adrian Grunberg.

Mel Gibson interpreta um criminoso americano em fuga que, em vez de liberdade, ganha uma cela numa penitenciária caótica. A prisão funciona quase como uma cidade à parte, com regras próprias, economia paralela e famílias inteiras vivendo entre os muros.

É nesse microcosmos que ele cruza com um garoto de 9 anos (Kevin Hernandez), com quem arma um plano de fuga que mistura esperteza, violência e humor negro.

Estreia e legado

Plano de Fuga chegou aos cinemas brasileiros em 18 de maio de 2012, lançado pela Imagem Filmes com distribuição direta em home video em vários mercados.

Nos Estados Unidos, o filme ganhou um lançamento curioso: foi disponibilizado direto em serviços de streaming, antes mesmo de ter data de exibição no circuito tradicional. O longa marcou a volta de Mel Gibson ao cinema de ação após anos dedicado a dramas como Um Novo Despertar (2011), de Jodie Foster.

Apesar de não ter sido um fenômeno de bilheteria, o filme entrou no catálogo cult de quem gosta de ação dos anos 2010 com humor ácido. Hoje é lembrado como uma das obras menosprezadas de Gibson, cultuada em fóruns online e recomendada para fãs de thrillers de fronteira.

Para quem curte o lado mais bruto do astro, o contraste com títulos como Coração Valente mostra bem as fases distintas da carreira dele.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Mel Gibson solto no modo debochado. O ator se diverte como nunca em uma mistura de anti-herói e vigarista, com timing cômico afiado e violência seca que lembra a fase de Coração Valente e Mad Max.

Ponto alto: A prisão funciona como personagem. Adrian Grunberg constrói um microcosmo visualmente caótico, com regras próprias, que prende a atenção mesmo no roteiro mais convencional.

Ponto fraco: A direção é burocrática. Grunberg acerta o tom, mas nunca impõe estilo próprio, apoiando-se demais no carisma do astro para conduzir a narrativa.

Ponto fraco: O terceiro ato escorrega para conveniências de roteiro. Algumas resoluções parecem atropeladas, e o ritmo perde fôlego na reta final.

Curiosidades

  • O longa foi rodado em uma prisão real desativada em Yucatán, no México, o que garante o visual cru e claustrofóbico das cenas internas.
  • Adrian Grunberg trabalhou por anos como assistente de direção de Gibson, especialmente em Apocalypto, o que explica a química entre os dois.
  • Nos Estados Unidos, o filme estreou direto em plataformas de streaming, fugindo do circuito tradicional de cinemas e gerando debate sobre o futuro dos lançamentos.

Perguntas frequentes

Plano de Fuga tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma direta, sem teaser extra após os créditos finais.

Plano de Fuga está disponível em streaming?

O longa alterna de catálogo dependendo da plataforma. Vale checar serviços de streaming e locadoras digitais, já que a distribuição oscila bastante.

Plano de Fuga vale a pena?

Vale para quem curte ação com humor negro e é fã de Mel Gibson. É um passatempo honesto de 92 minutos, sem pretensão de obra-prima, mas com entretenimento garantido.

Pra quem é este filme: