Veja o trailer do filme Desejo de Matar

Desejo de Matar

Desejo de Matar

18 Ação Suspense Policial Duração: 1h 47min

O que esperar de Desejo de Matar

Paul Kersey é um cirurgião de Chicago que leva uma vida tranquila até a noite em que três homens arrombam seu apartamento, agridem brutalmente sua esposa e filha, e matam Joanna.

Em vez de esperar pela polícia, ele transforma a dor em ação. Depois de uma visita a uma cidade onde a criminalidade é quase nula, Kersey percebe que existe outra forma de resolver as coisas.

Ele começa a circular armado pelas ruas, eliminando assaltantes com frieza clínica. O problema é que a polícia também quer encontrá-lo — e ela não está do lado dele.

Esse é o ponto de partida de Desejo de Matar (2018), remake do clássico Death Wish de 1974, agora sob a direção de Eli Roth.

Linha do tempo e legado

Desejo de Matar chegou aos cinemas brasileiros em 10 de maio de 2018, três meses após a estreia nos Estados Unidos. A produção marcou o reencontro de Bruce Willis com a ação em modo solo, num momento em que o ator já transitava por papéis cada vez mais formulaicos.

O filme é o quarto remake do longa original de 1974, estrelado por Charles Bronson, e chegou num cenário americano pós-massacre de Las Vegas, o que gerou debates sobre a apologia ao armamento.

Na bilheteria global, o longa ficou em torno de US$ 34 milhões — número modesto, mas suficiente para recolocar a franquia em evidência. Não levou prêmios, nem era essa a intenção. O que sustenta o seu legado atual é ser um dos últimos suspenses de vingança explícita que chegaram ao circuito comercial mainstream nos anos 2010.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a sequência de abertura é forte. A violência doméstica é mostrada sem cortes, e o filme aposta numa tensão crua que funciona como combustível para a vingança.

O ritmo não cai na segunda metade. As emboscadas de Kersey nas ruas de Chicago têm um prazer de filme B que o gênero pede.

Ponto fraco: a crítica social sobre acesso a armas é preguiçosa. Em vez de problematizar, o longa simplesmente celebra a solução individual como saída para a violência urbana.

Bruce Willis entrega a atuação de sempre — a fórmula do herói cansado que ele já explorou em Duro de Matar e em Sete Homens e um Destino. Funciona, mas não surpreende.

Curiosidades

  • O roteiro original era de Roger Avary, vencedor do Oscar por Pulp Fiction, mas Eli Roth reescreveu boa parte do texto para deixá-lo mais violento e explícito.
  • Esta é a quarta versão cinematográfica do material criado por Brian Garfield, depois de Charles Bronson (1974), Charles Bronson nos anos 80 e o telefilme de 1994.
  • A cidade de Aurora, em Illinois, forneceu locações externas em bairros residenciais de verdade, sem cenografia, para reforçar o tom de thriller urbano.

Perguntas frequentes

Desejo de Matar (2018) tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com créditos convencionais e não há cena extra antes ou depois deles.

Desejo de Matar (2018) é a mesma história do filme com Charles Bronson?

É um remake do longa de 1974. A premissa é a mesma — um homem comum se torna justiceiro após a família ser atacada —, mas o contexto mudou de Nova York para Chicago, e o tom é mais sangrento.

Desejo de Matar (2018) é bom?

Funciona como ação descartável. Não é brilhante, cumpre o que promete. Recebeu avaliações medianas nas críticas e foi melhor recebido pelo público que ia ao cinema justamente procurando por ele.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de suspense de vingança no estilo Charles Bronson, Duro de Matar e Death Wish original.
  • Quem curte a filmografia de Eli Roth mesmo fora do terror, em especial o lado mais pop e exploitation do diretor.
  • Admiradores de Bruce Willis que querem ver o astro em mais um policial de ação direta ao ponto.