O Chamado 2

Sobre o que é O Chamado 2

Seis meses depois dos eventos do primeiro filme, Rachel Keller continua fugindo do trauma. A solução parece simples: trocar Seattle pela pacata Astoria, no Oregon, recomeçar do zero e rezar para que Samara tenha esquecido dela.

Esse é o ponto de partida de O Chamado 2, a continuação direta do remake americano de O Chamado, lançada em 2005. A direção fica novamente com Hideo Nakata, o mesmo criador do Ringu japonês, o que mantém a tentativa de preservar o DNA do terror oriental na produção hollywoodiana.

Quando um crime na nova cidade envolve uma fita de vídeo amaldiçoada, Rachel percebe que recomeço não estava no plano de Samara. A maldição volta a打卡, e desta vez atinge pessoas que ela ama.

Estreia e legado

O Chamado 2 chegou aos cinemas em março de 2005, menos de três anos depois do sucesso do primeiro filme, que havia transformado a fita de VHS em um dos maiores ícones do terror dos anos 2000. A expectativa era alta: o original havia faturado mais de 250 milhões de dólares no mundo todo.

Na prática, a sequência teve recepção bem mais fria. A crítica internacional reclamou do ritmo arrastado e de um roteiro que aposta demais em explicações e pouco no medo atmosférico. O público respondeu com um queda considerável nas bilheterias, e a franquia nunca ganhou um terceiro filme em Hollywood (a sequência seguinte foi Ringu 2, lançada no Japão em 1999).

Mesmo assim, o longa ocupa um lugar curioso na história do terror: foi a única continuação americana de um remake de J-Horror, mantendo vivo por mais alguns anos o interesse do público ocidental pelo cinema de horror japonês. Hoje, ele é lembrado mais como uma curiosidade para fãs da franquia do que como um clássico do gênero.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a presença de Naomi Watts no centro de uma narrativa que mistura maternidade e sobrenatural funciona melhor do que o material permite. A atriz dá peso dramático a uma história que, no papel, era quase um piloto de série procedural. As cenas do poço, da água e da própria Samara (Daveigh Chase) ainda preservam o visual fantasmal que consagrou o primeiro filme.

Ponto fraco: a tentativa de expandir a mitologia cobra caro. Em vez de manter a simplicidade do VHS amaldiçoado, o roteiro força explicações sobre a origem de Samara, o que mata parte do mistério. O ritmo é irregular e a transição entre o terror psicológico e o sobrenatural explícito não convence.

No fim, é um filme honesto, mas que vive à sombra do primeiro O Chamado e do Ringu original.

Curiosidades dos bastidores

  • Hideo Nakata foi convidado de volta para dirigir justamente por ser o criador do Ringu original, o que era raro em Hollywood na época para uma sequência americana.
  • Daveigh Chase, que interpreta Samara, gravou boa parte das cenas em sets escuros e com pouca orientação de marcação, para preservar a sensação de desconforto da personagem.
  • O longa foi um dos primeiros filmes americanos a tentar manter a estrutura de J-Horror, com cortes abruptos e foco no medo implícito em vez de jump scares explícitos.

Perguntas frequentes

O Chamado 2 é uma sequência ou um remake?

É uma sequência direta do remake americano de O Chamado, lançado em 2002. A história continua exatamente de onde o primeiro parou, com Rachel e Aidan tentando escapar de Samara.

O Chamado 2 é baseado em Ringu 2 japonês?

Não. Apesar de ter o mesmo diretor de Ringu 2, a continuação americana é um roteiro original, sem ligação direta com a sequência japonesa.

O Chamado 2 tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma fechada, sem ganchos ou cenas extras após os créditos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de J-Horror e do universo de Samara que querem conferir a única sequência americana da franquia.
  • Quem aprecia terror psicológico com atmosfera melancólica e estética mais contida, próximo de dramas sobrenaturais como Mulholland Drive: Cidade dos Sonhos.
  • Curiosos pela carreira de Naomi Watts que querem ver a atriz em um papel de protagonismo fora do drama mais tradicional.