Veja o trailer do filme O Besouro Verde
O Besouro Verde: o herói que ninguém pediu, mas que diverte
Britt Reid é o tipo de filho que nenhum pai quer: folgazão, fútil e incapaz de cuidar de qualquer coisa além da própria diversão. Quando o pai morre e deixa um império de mídia nas mãos dele, Reid não amadurece, ele terceiriza o tédio de milionário para o crime.
A virada vem com Kato, o mordomo que ninguém respeita e que todo mundo deveria temer. Inventor, mecânico e faixa-preta, Kato é o verdadeiro cérebro por trás de cada plano maluco.
Juntos, eles decidem virar justiceiros de madrugada, de máscaras baratas e carro blindado. O resultado é menos super-herói tradicional e mais uma dupla de universitários bêbados com poder de fogo pesado.
Dirigido por Michel Gondry, o filme mistura ação e comédia com a assinatura visual do diretor de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. A proposta lembra o clima debochado de Vizinhos, mas com super-herói no centro.
Como O Besouro Verde foi recebido em 2011
Estreou em 18 de fevereiro de 2011 no Brasil, em meio a uma enxurrada de blockbusters. Custou cerca de 120 milhões de dólares e recuperou pouco mais de 227 milhões em bilheteria mundial — lucro modesto para a Sony.
A crítica internacional foi dura: avaliações mornas no Metacritic,口碑 ruim no público japonês (por causa da escalação de Jay Chou como Kato) e um Globo de Ouro ignorado.
Cultuado? Não. Esquecido? Também não. Hoje, o filme vive como uma curiosidade cult para quem revisita os anos 2000 e 2010 da ação com humor, ao lado de títulos como Vizinhos 2 e Truque de Mestre: O Segundo Ato.
Não levou prêmios, mas entrou para o panteão dos filmes de herói que preferem rir de si mesmos.
Vale o ingresso? O que funciona e o que atrapalha
Ponto alto: as cenas de luta. Michel Gondry filma combate como poucos — ágil, claro, com cortes que respeitam a coreografia. Kato destruindo uma cozinha de revólveres vale a sessão.
Ponto alto: a relação Reid-Kato. A química entre Seth Rogen e Jay Chou é o motor real do filme, com direito a amizade genuína e disputa de ego.
Ponto fraco: Christoph Waltz está claramente entediado. O vilão Chudnofsky é unidimensional, e o ator caminha o roteiro todo sem mordida.
Ponto fraco: o terceiro ato alonga demais a exposição. Após a cena do gazebo, a narrativa perde fôlego e vira propaganda de gadgets.
Ponto fraco: o humor de Seth Rogen se repete. Quem curtiu Vizinhos vai reconhecer — e cansar — das mesmas piadas.
Bastidores que pouca gente sabe
- Michel Gondry dirigiu o filme por insistência própria, depois de se oferecer para a Sony com um vídeo caseiro apresentando sua visão.
- O carro Black Beauty foi construído com base no mesmo modelo usado na série clássica dos anos 1960, mas ganhou mecânica moderna para suportar todas as acrobacias.
- Jay Chou fez questão de gravar suas próprias cenas de luta, recusando dublês para a maioria das sequências de combate.
Perguntas frequentes
O Besouro Verde tem cena pós-créditos?
Não. Existe uma sequência extra no meio dos créditos finais, mas nada depois do último nome subir na tela.
O Besouro Verde é sequência de outro filme?
Não. É uma adaptação do personagem clássico do rádio americano, lançado pela primeira vez em 1936 e revisto aqui como comédia de ação moderna.
O Besouro Verde é filme para crianças?
Não. A classificação indicativa é 12 anos nos cinemas brasileiros, por causa de violência estilizada e humor adulto com conotação sexual em algumas cenas.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ação com humor, que curtem heróis debochados como Deadpool e Kick-Ass, e não se importam de ver a fórmula subvertida.
- Apreciadores do cinema de Michel Gondry, que buscam o olhar autoral dele em meio ao orçamento de blockbuster, especialmente depois de Donnie Darko e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
- Quem tem nostalgia de super-heróis pré-MCU e curte revisitar os anos 2010 com pipoca, estilo Steve Jobs na pauta cultural da época.
Título original: The Green Hornet
País de origem: EUA
Data do lançamento: 18/02/2011
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: Michel Gondry
Principais atores: