Veja o trailer do filme Norman: Confie em mim
Norman: Confie em mim
Sobre o que é Norman: Confie em Mim
Norman Oppenheimer é um sujeito esquecido. Vive em Nova York cercado de ideias grandiosas de negócios e esquemas financeiros que nunca saem do papel. O que ele quer, de verdade, é ser notado.
O ponto de virada vem com um gesto simples: ele compra um par de sapatos caros para um político israelense em baixa, Micha Eshel. Três anos depois, esse político vira primeiro-ministro. A gentileza esquecida puxa Norman para dentro de um jogo muito maior do que ele imaginava.
Dirigido por Joseph Cedar, o filme combina drama de caráter com sátira política e um suspense moral sobre o preço de querer pertencer.
Quando estreou e por que ele ainda importa
Norman: Confie em Mim chegou aos cinemas brasileiros em 4 de maio de 2017, quase um ano depois de sua première mundial no Festival de Toronto (TIFF) em 2016, onde disputou o prêmio principal.
O longa acumulou críticas sólidas e entrou no circuito de premiações da temporada, com nomeações em festivais como o Festival de Cinema de Berlim e a Independent Spirit Awards. É lembrado hoje como um dos trabalhos mais contidos de Richard Gere na última década, longe do galã de outros tempos.
Para quem gosta de filmes sobre bastidores do poder e dilemas éticos, ele dialoga com títulos como O Jantar e O Estado das Coisas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o roteiro de Joseph Cedar é cirúrgico. Os diálogos funcionam como peças de xadrez e cada cena prepara a próxima. Gere responde à altura com uma interpretação econômica, feita de olhares e pausas.
Ponto alto: a construção de Eshel nas mãos de Lior Ashkenazi, que humaniza um líder muitas vezes distante da tela.
Ponto fraco: o terceiro ato perde fôlego. Depois de uma escalada brilhante, o desfecho resolve rápido demais e deixa algumas pontas soltas sobre as consequências reais para Norman.
Quem curte Animais Noturnos ou Passageiros pode encontrar aqui um primo menos barulhento, mas mais pensante.
Curiosidades de bastidores
- O longa foi filmado inteiramente em Nova York, mas a história se passa também em Israel, mostrando a ponte política e cultural entre os dois países.
- Richard Gere aceitou reduzir seu cachê habitual para viabilizar a produção independente.
- O título original completo — The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer — descreve a trajetória de Norman em quatro palavras, mas foi encurtado para a distribuição internacional.
Perguntas frequentes
Norman: Confie em Mim vale a pena?
Vale, especialmente para quem gosta de dramas políticos inteligentes. O ritmo é lento, mas o roteiro compensa com diálogos afiados e um grande Richard Gere.
Qual a classificação indicativa do filme?
A classificação é 10 anos, por causa de diálogos com temas maduros e algumas situações de tensão política.
Tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina antes dos créditos finais, sem teasers extras. Quem assistir no streaming pode pular a espera.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas políticos adultos, tipo House of Cards com pegada indie.
- Quem gosta de histórias sobre ascensão e queda moral, com reviravoltas silenciosas.
- Espectadores que valorizam elenco veterano e diálogos bem escritos acima de efeitos e ação.
Título original: Norman: The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer
País de origem: EUA
Data do lançamento: 04/05/2017
Distribuidora: California Filmes
Diretor: Joseph Cedar
Principais atores: