Veja o trailer do filme Passageiros

Passageiros

O que é Passageiros

Em uma nave de transporte colonial com cinco mil pessoas adormecidas em cápsulas, o mecânico Jim Preston desperta 90 anos antes da chegada ao destino. Sozinho, sem chance técnica de voltar a dormir, ele precisa decidir como viver o resto da vida em um cruzeiro interestelar que ninguém mais está acordado para dividir com ele.

Meses depois, a passageira Aurora Lane também acorda por causa de uma falha em cascata. A partir daí, os dois passam a conviver em meio a paisagens artificiais, áreas de serviço e uma falsa rotina doméstica, enquanto o terceiro tripulante acordado, o chefe de bordo Arthur, tenta manter o moral alto — apesar de mal entender o que está acontecendo.

Dirigido por Morten Tyldum, o longa de ficção científica mistura romance, drama e suspense, com a premissa ética de sempre: até onde vale a pena ir para não morrer sozinho?

Estreia e legado

Passageiros chegou aos cinemas brasileiros em 5 de janeiro de 2017, em meio à temporada de blockbusters de fim de ano. Foi a aposta da ficção científica adulta para concorrer com filmes de super-herói, abrindo caminho para um debate raro sobre escolhas moralmente erradas em obras pop de grande orçamento.

A produção foi indicada ao Oscar de Melhor Trilha Sonora e ao de Melhor Design de Produção, e recebeu o prêmio de Pior Casal de Tela no Framboesa de Ouro, justamente por sua premissa polêmica. Hoje, é lembrado como um exemplo de filme que divide público: amado por quem prioriza o conceito e criticado por quem não perdoa a decisão do protagonista.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a ambientação da nave Avalon é o grande trunfo visual. Bar, piscina, áreas técnicas escuras, observação de estrelas: tudo convence e dá ao longa uma identidade visual sóbria, sem o visual饱和 de Guardiões da Galáxia ou a violência gráfica de Jogos Vorazes.

As cenas em gravidade zero e a sequência no duto externo da nave são pura decoreba de design de produção, e a química entre os protagonistas sustenta a primeira metade do filme.

Ponto fraco: o roteiro gasta o primeiro ato com elegância e depois acelera as resoluções de forma desajeitada. O terceiro ato derrapa em lógica e atalha conflitos que mereciam mais tempo, o que tira peso dramático do desfecho e deixa a sensação de que a premissa merecia um filme duas horas mais longo.

Curiosidades

  • O roteiro ficou anos em desenvolvimento na Sony antes de ser aprovado, com diversas reescritas e troca de protagonistas cogitados, incluindo Keanu Reeves e Reese Witherspoon em estágios iniciais.
  • As cenas de gravidade zero foram criadas com fios quase invisíveis, semelhantes aos de outras produções espaciais da mesma fase, mas com coreografia própria, gravada em sets de cabos na sequência do duto externo.
  • O bar do Arthur é inspirado em áreas de cruzeiros marítimos de luxo, com referência direta a lounges de cassino de Las Vegas que o diretor visitou antes das filmagens.

Perguntas frequentes

Passageiros tem cena pós-créditos?

Não. Os créditos começam logo após o desfecho principal, sem cena extra. Pode levantar da poltrona sem medo de perder qualquer gancho.

Passageiros é baseado em fatos reais ou é ficção científica?

É ficção científica original, sem base em eventos reais. O longa é assinado por Jon Spaihts, roteirista conhecido por Prometheus e Doctor Strange, e marca uma das últimas parcerias dele com estúdios grandes antes de migrar para o universo Marvel.

Passageiros vale a pena em 2024?

Vale, especialmente para quem curte ficção especulativa com foco em personagem e dilemas éticos. Não é o melhor sci-fi da década, mas segue como uma curiosidade interessante sobre solidão, escolhas e responsabilidade em um cenário de isolamento total.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica hard e soft que curtem premissa com dilema moral central.
  • Quem gosta de dramas de dois personagens em ambiente fechado, tipo peças filmadas.
  • Apaixonados por design de produção futurista, com naves, interiores minimalistas e olhar atento à engenharia da coisa.