Veja o trailer do filme Munique

Munique

Munique

Drama Histórico Duração: 2h 40min

O que é Munique

Em 1972, o mundo parou diante da TV para acompanhar a tomada de reféns na Vila Olímpica de Munique. Oito palestinos do grupo Setembro Negro invadiram o prédio da delegação israelense, mataram dois atletas na hora e mantiveram outros nove sob ameaça de morte.

Esse é o ponto de partida de Munique, drama histórico dirigido por Steven Spielberg que abandona a licença poética e encara o massacre de frente, com a frieza documental de quem quer mostrar não o espetáculo, mas a engrenagem política por trás dele.

A segunda metade do filme se concentra na vingança. Eric Bana interpreta Avner, um jovem agente do Mossad que larga a esposa grávida para liderar um esquadrão de apenas quatro homens. A missão: eliminar, um a um, os 11 nomes apontados pela inteligência israelense como autores intelectuais do atentado.

Estreia e legado

Munique chegou aos cinemas brasileiros em 27 de janeiro de 2006, cinco anos após o 11 de Setembro e em meio à Guerra do Iraque. O contexto geopolítico pesou: o filme foi simultaneamente lido como crítica à política externa americana e como defesa da ação israelense, gerando debates acalorados na crítica.

Spielberg financiou boa parte da produção do próprio bolso depois que os grandes estúdios hesitaram. O roteiro, escrito por Tony Kushner e baseado no livro Vengeance de George Jonas, foi indicado ao Oscar. John Williams assinou uma das trilhas mais sóbrias de sua carreira.

Hoje, quase vinte anos depois, Munique é visto como uma das obras mais maduras e incômodas de Spielberg, ao lado de Tubarão (1975) e A Lista de Schindler. Continua sendo referência obrigatória em qualquer lista de drama político contemporâneo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção seca de Spielberg, que troca a espetacularização pelo silêncio. As cenas de assassinatos são rápidas, quase burocráticas, e é justamente essa frieza que provoca o espectador.

O elenco é outro acerto: Ciarán Hinds, Daniel Craig (no papel que o levaria a 007), Mathieu Kassovitz e Geoffrey Rush formam uma das escalações mais sólidas do cinema político dos anos 2000.

Ponto fraco: o terceiro ato pisa no freio e alonga a paranoia de Avner além do necessário. O filme flerta com a tese de que toda violência gera mais violência, mas nem sempre convence — às vezes soa didático, mais ensaio do que narrativa.

Com 164 minutos, exige fôlego. Não é um filme para ver no celular entre uma tarefa e outra.

Curiosidades

  • Spielberg recusou o salário de diretor e bancou parte da produção quando a Universal hesitou em financiar um filme politicamente tão delicado.
  • As cenas ambientadas em Munique durante as Olimpíadas foram reconstruídas em Malta, com direito a Vila Olímpica cenográfica e figurantes em quantidade.
  • O roteiro passou por diversas versões porque Spielberg queria equilibrar a perspectiva israelense e palestina sem cair em propaganda de nenhum lado.

Perguntas frequentes

Munique é baseado em fatos reais?

Sim. O filme reconta o massacre de 1972 e a posterior Operação Wrath of God, do Mossad. O roteiro é baseado no livro Vengeance, de George Jonas, que reúne entrevistas com agentes envolvidos.

Munique tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma abrupta, intencionalmente. A intenção de Spielberg foi deixar o espectador sem respiro, sem a catarse comum aos blockbusters.

Qual é a duração de Munique?

São 164 minutos, aproximadamente 2h44. É um dos filmes mais longos da carreira de Spielberg, comparável a Copenhagen em ritmo contemplativo.

Pra quem é este filme:

Título original: Munich

País de origem: EUA

Data do lançamento: 27/01/2006

Distribuidora: United International Pictures (UIP)

Diretor: Steven Spielberg

Principais atores: