Veja o trailer do filme Mulher-Gato

Mulher-Gato

Mulher-Gato

Fantasia Ação Duração: 1h 44min

A premissa

Patience Phillips (Halle Berry) é uma funcionária tímida de uma gigante de cosméticos. Ela desenha as embalagens, cuida da imagem da marca e quase ninguém na empresa lembra que ela existe.

Até o dia em que Patience ouve algo que não devia. Um segredo sujo envolvendo um produto novo e o executivo Laurel Hedare (Sharon Stone), que não pode vazar.

O que vem depois mata Patience em um beco escuro, à beira do rio. Daí entra uma gata de rua, uma velha chamada Ophelia (Frances Conroy) e uma ressurreição que troca fragilidade por garras, agilidade felina e um faro novo para perigo.

O resultado é um filme de ação com capa de fantasia urbana, comandado pelo francês Pitof, diretor egresso de videoclipes e efeitos visuais.

Estreia e legado

Chegou aos cinemas em 13 de agosto de 2004, numa época em que a Warner ainda não tinha encontrado o tom cinematográfico da DC. O Batman de Christopher Nolan só viria no ano seguinte.

Foi indicado a sete Frangas de Ouro (Razzies), incluindo Pior Filme, Pior Atriz, Pior Diretor e Pior Roteiro. Acabou levando três estatuetas para casa: Pior Atriz, Pior Tela Parceiro e Pior Filme.

Bilheteria morna. Mundial, ficou em torno de 82 milhões de dólares, número fraco para um orçamento de 100 milhões fora marketing.

Hoje, é peça obrigatória de listas de super-heróis desastrados. A DC trataria Mulher-Gato de forma bem mais interessante depois, em Batman: O Longo Dia das Bruxas e The Dark Knight Rises. Mas essa versão ficou marcada como o ponto baixo da personagem nas telas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Halle Berry vende o impossível. Ela topa ser séria em um roteiro que claramente não é, e isso cria um efeito estranho de carisma involuntário. As cenas de Parkour sobre telhados, ainda que over-the-top, têm um charme anos 2000 gostoso de revisitar.

Ponto alto: Sharon Stone se entrega ao papel de vilã com unhas de diamante, pele plastificada e sorriso congelado. É a única coisa que faz a vilã de cosméticos brilhar como satire da indústria de beleza.

Ponto alto: O figurino de traje preto com costuras inspirado no gato. Ícone pop, copiado, parodiado, virou fantasia de Halloween por uma década.

Ponto fraco: O CGI dos gatos no início é datado e mistura demais com imagem real, o que tira peso da cena da morte de Patience.

Ponto fraco: O roteiro resolve tudo com coincidências. A investigação de Patience dá saltos enormes, e o detetive Lone Cat (Benjamin Bratt) some por longos trechos.

Ponto fraco: Não tem conexão real com o Batman ou Gotham. Poderia se passar em qualquer cidade genérica, o que dilui o peso de marca DC.

Curiosidades de bastidor

  • Michelle Pfeiffer recusou o papel principal antes de Halle Berry ser confirmada.
  • A produção inspirou diretamente a vilã de Kingsman: O Círculo Dourado e várias skins de jogos.
  • Benjamin Bratt quase não entra no filme. Estava escalado para outro projeto e foi trocado de última hora.
  • As cenas de acrobacia nos telhados foram filmadas em Vancouver com dublês canadenses que aparecem como figurantes em Artista do Desastre.
  • O roteiro original não tinha revival por gatos. A cena mitológica das Mães-Gatas foi inserida em refilmagens, o que explica o tom esquisito.

Perguntas frequentes

Mulher-Gato (2004) vale a pena assistir hoje?

Vale como guilty pleasure e curiosidade pop, não como super-herói sério. Se a ideia é ver Halle Berry no auge da fama com figurino de couro e vilã da Sharon Stone, diverte.

Mulher-Gato tem cena pós-créditos?

Não. Os créditos finais são secos, sem cenas extras ou teasers. Pode levantar da poltrona sem medo de perder nada.

Mulher-Gato tem relação com o Batman?

Quase nenhuma. O longa é ambientado numa cidade genérica e não cita Bruce Wayne, Gotham ou Alfred. É a versão mais isolada possível da personagem nas telonas.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de quadrinho B dos anos 2000 que assistem X-Men: Dias de um Futuro Esquecido só pela Halle Berry.
  • Curiosos de cultura pop trash que colecionam Razzies, paródias e revistas sobre cinema ruim.
  • Quem gosta de fantasia urbana leve, sem exigir mitologia séria, no mesmo clima de Doutor Estranho quando o assunto é heroína com jornada pessoal.