Mostra Derek Jarman - Aria
O que é a Mostra Derek Jarman - Aria
A mostra reúne dez curtas-metragens dirigidos por cineastas diferentes, todos tendo como ponto de partida uma ária de ópera clássica. Cada diretor escolheu um trecho — Vivaldi, Bach, Wagner entram no cardápio — e construiu uma leitura visual livre da música.
O segmento em destaque no programa é Depuis le jour, assinado pelo próprio Derek Jarman, com Tilda Swinton e Amy Johnson. O projeto original, chamado Aria, é de 1987 e se tornou referência entre os cruzamentos entre cinema de vanguarda e música erudita.
Não espere narrativa convencional: a proposta é sensorial, quase um vídeo-arte ampliado para a sala escura.
Estreia e legado
A versão exibida nos cinemas brasileiros chegou em 16 de março de 2017, dentro de uma temporada dedicada à obra de Jarman. A mostra integra um circuito mais amplo que passou por títulos como Caravaggio, Edward II, Jubilee e Sebastiane.
O filme original, Aria, é lembrado como um experimento raro em que grandes diretores topam se submeter à música clássica como estrutura. Sua circulação em programas de mostra mantém o título acessível a quem não teve chance de vê-lo em VHS nos anos 90.
Hoje, funciona basicamente como um documento histórico do cinema britano-italiano da era Thatcher, mais útil como curadoria de cineastas do que como entretenimento.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a chance de ver Derek Jarman dialogando com árias de ópera ao lado de um time raro de diretores. O segmento Depuis le jour tem a marca registrada do realizador: imagem saturada, cenários estetizados e presença magnética de Tilda Swinton.
Também há o prazer de colecionar participações como Bridget Fonda, John Hurt e Theresa Russell em curtas pouco vistos.
Ponto fraco: a irregularidade é evidente. Nem todos os dez segmentos sustentam o mesmo nível, e quem busca narrativa tradicional vai se frustrar. O formato mostra também pressupõe disponibilidade para sentar 90 minutos vendo experimentos estéticos.
É sessão para cabeça aberta, não para acompanhar no celular.
Curiosidades dos bastidores
- O projeto original Aria (1987) foi produzido por Don Boyd com patrocínio da produtora italiana Allied Stars, reunindo dez diretores em um experimento internacional.
- Derek Jarman já estava doente quando a versão brasileira da mostra circulou em 2017; ele morreu em 1994, aos 52 anos.
- O segmento Depuis le jour usa ária da ópera Louise, de Gustave Charpentier, e tem visual inspirado em pinturas simbolistas.
Perguntas frequentes
Mostra Derek Jarman - Aria é um filme ou uma mostra?
É uma sessão de mostra que compila o longa Aria (1987) com destaque para o segmento Depuis le jour, de Derek Jarman. Dura 90 minutos.
Qual a classificação etária?
Classificação indicativa de 18 anos, devido a cenas de nudez e temas adultos presentes em alguns segmentos.
Tem cena pós-créditos?
Não. É um programa de curtas-metragens sem créditos finais no formato típico de blockbusters. Os créditos rolam junto com o último segmento.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de vanguarda e vídeo-arte, especialmente da cena britânica dos anos 80.
- Apreciadores de ópera e música erudita que querem ver árias reimaginadas em imagem.
- Colecionadores da obra de Derek Jarman que buscam peças raras fora do circuito principal.
Título original: Mostra Derek Jarman - Aria
País de origem: Reino Unido da Grã-Bretanha
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: Derek Jarman
Principais atores: