Veja o trailer do filme Dalida

Dalida

Dalida

14 Festival Biografia Drama Duração: 2h 4min

Sobre o que é Dalida

Cinebiografia da cantora francesa de origem italiana, Dalida mergulha na vida de Iolanda Cristina Gigliotti, uma das vozes mais ouvidas da Europa entre os anos 1960 e 1980.

O roteiro conduz o espectador da infância pobre como imigrante no Cairo até o estrelato mundial, costurando sucesso, amores e tragédias pessoais.

Dirigido por Lisa Azuelos, o longa trabalha como um drama clássico, apoiado em números musicais remontados e na reconstrução visual dos bastidores do showbiz europeu.

Para quem aprecia biografias musicadas, é um retrato denso de uma artista que vendeu mais de 170 milhões de discos.

Estreia e legado

Estreado na França em 2016, Dalida teve lançamento nos cinemas brasileiros com distribuição da Festival Filmes em circuito alternativo.

No exterior, o longa chegou a ultrapassar 1,5 milhão de espectadores, impulsionado pelo carinho do público francês pela artista, que segue cultuada em discos, documentários e tributos póstumos.

O filme se insere na tradição europeia de cinebiografias musicais que revisita ícones do século XX, ao lado de títulos como Lola e Eu que amo apenas a ti.

Hoje, é lembrado como porta de entrada para quem quer conhecer a trajetória de Dalida fora dos documentários e livros especializados.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a interpretação de Sveva Alviti carrega o filme com segurança nos palcos e nas cenas mais íntimas, sustentando a dualidade entre diva e mulher frágil.

A reconstituição de época também convence, com figurinos e cenários que transportam o espectador para os anos 1960 e 1970 sem pesar.

Ponto fraco: a narrativa segue a cartilha clássica das cinebiografias europeias, sem grandes arrisques formais, o que pode frustrar quem busca algo mais experimental.

O terceiro ato acelera os episódios trágicos, deixando alguns romances pouco desenvolvidos, em especial o vivido com o personagem de Riccardo Scamarcio.

Curiosidades

  • Sveva Alviti passou meses em preparação vocal e aulas de francês para cantar as canções emblemáticas da própria Dalida nas cenas de show.
  • A diretora Lisa Azuelos já tinha experiência com retratos femininos, tendo dirigido "LOL" e a cinebiografia de outra estrela pop europeia.
  • O figurino recriou peças originais dos anos 1960 e 1970, algumas baseadas em figurinos usados pela própria Dalida em performances históricas.

Perguntas frequentes

Dalida é um filme bom?

É um drama sólido e respeitoso, ideal para fãs de cinebiografias musicadas. Pode parecer convencional a quem prefere narrativa mais ousada.

Qual a duração de Dalida?

O filme tem 124 minutos, pouco mais de duas horas, ritmo compatível com o gênero biografia.

Dalida tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina de forma fechada, sem cenas extras após os créditos finais.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de música francesa e italiana dos anos 1960 e 1970, que conhecem clássicos como "Bang Bang" e "Paroles Paroles".
  • Interessados em cinebiografias de artistas trágicas, no estilo de retratos sobre Edith Piaf ou Cássia Eller.
  • Espectadores que curtem dramas de época europeus com pegada melodramática controlada, semelhantes a A Verdade Está no Céu e Assim é a Vida.