Veja o trailer do filme Dalida
Sobre o que é Dalida
Cinebiografia da cantora francesa de origem italiana, Dalida mergulha na vida de Iolanda Cristina Gigliotti, uma das vozes mais ouvidas da Europa entre os anos 1960 e 1980.
O roteiro conduz o espectador da infância pobre como imigrante no Cairo até o estrelato mundial, costurando sucesso, amores e tragédias pessoais.
Dirigido por Lisa Azuelos, o longa trabalha como um drama clássico, apoiado em números musicais remontados e na reconstrução visual dos bastidores do showbiz europeu.
Para quem aprecia biografias musicadas, é um retrato denso de uma artista que vendeu mais de 170 milhões de discos.
Estreia e legado
Estreado na França em 2016, Dalida teve lançamento nos cinemas brasileiros com distribuição da Festival Filmes em circuito alternativo.
No exterior, o longa chegou a ultrapassar 1,5 milhão de espectadores, impulsionado pelo carinho do público francês pela artista, que segue cultuada em discos, documentários e tributos póstumos.
O filme se insere na tradição europeia de cinebiografias musicais que revisita ícones do século XX, ao lado de títulos como Lola e Eu que amo apenas a ti.
Hoje, é lembrado como porta de entrada para quem quer conhecer a trajetória de Dalida fora dos documentários e livros especializados.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a interpretação de Sveva Alviti carrega o filme com segurança nos palcos e nas cenas mais íntimas, sustentando a dualidade entre diva e mulher frágil.
A reconstituição de época também convence, com figurinos e cenários que transportam o espectador para os anos 1960 e 1970 sem pesar.
Ponto fraco: a narrativa segue a cartilha clássica das cinebiografias europeias, sem grandes arrisques formais, o que pode frustrar quem busca algo mais experimental.
O terceiro ato acelera os episódios trágicos, deixando alguns romances pouco desenvolvidos, em especial o vivido com o personagem de Riccardo Scamarcio.
Curiosidades
- Sveva Alviti passou meses em preparação vocal e aulas de francês para cantar as canções emblemáticas da própria Dalida nas cenas de show.
- A diretora Lisa Azuelos já tinha experiência com retratos femininos, tendo dirigido "LOL" e a cinebiografia de outra estrela pop europeia.
- O figurino recriou peças originais dos anos 1960 e 1970, algumas baseadas em figurinos usados pela própria Dalida em performances históricas.
Perguntas frequentes
Dalida é um filme bom?
É um drama sólido e respeitoso, ideal para fãs de cinebiografias musicadas. Pode parecer convencional a quem prefere narrativa mais ousada.
Qual a duração de Dalida?
O filme tem 124 minutos, pouco mais de duas horas, ritmo compatível com o gênero biografia.
Dalida tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma fechada, sem cenas extras após os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de música francesa e italiana dos anos 1960 e 1970, que conhecem clássicos como "Bang Bang" e "Paroles Paroles".
- Interessados em cinebiografias de artistas trágicas, no estilo de retratos sobre Edith Piaf ou Cássia Eller.
- Espectadores que curtem dramas de época europeus com pegada melodramática controlada, semelhantes a A Verdade Está no Céu e Assim é a Vida.
Título original: Dalida
País de origem: França
Distribuidora: Festival
Diretor: Lisa Azuelos
Principais atores: