Veja o trailer do filme King Kong

King Kong

King Kong: a aventura mais épica de Peter Jackson depois de O Senhor dos Anéis

Em King Kong (2005), um navio da companhia Petrox parte de Surabaya, na Indonésia, em busca de novos lençóis petrolíferos. A expedição liderada pelo cineasta Carl Denham (Jack Black) carrega um segredo: um fotógrafo clandestino a bordo que documenta tudo.

No meio do oceano, o grupo encontra Dwan (Naomi Watts), única sobrevivente de um naufrágio, boiando em um bote à deriva. O que deveria ser uma missão petrolífera se transforma em algo muito maior quando a tripulação chega a uma ilha remota.

Lá, deparam com uma cerimônia tribal na qual os nativos oferecem mulheres a um enorme gorila. Quando veem Dwan, querem trocar seis mulheres por ela. Sem acordo, a sequestram à noite e a entregam ao monstro.

O que ninguém esperava: o gigantesco símio se mostra dócil com ela. Aos poucos, nasce uma relação improvável entre uma atriz e uma criatura de proporções bíblicas. A expedição captura o gorila para lucrar exibindo-o pelo mundo, mas em Nova York a fera escapa e causa destruição pela cidade.

De clássico de 1933 a blockbuster vencedor do Oscar

King Kong é um dos casos raros em que o remake superou o original em escala e ambição. A versão original de 1933, dirigida por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, é um marco do cinema de monstros e foi eleita para o Registro Nacional de Filmes dos EUA.

A refilmagem de 1976, assinada por John Guillermin, apostou em Jessica Lange e Jeff Bridges, mas recebeu críticas mornas. A versão de 2005, lançada em 16 de dezembro nos cinemas, corrigiu tudo: Peter Jackson entregou uma carta de amor ao original.

No Oscar 2006, King Kong venceu três estatuetas técnicas: Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais. Foi indicado também a Melhor Fotografia, mas perdeu para Memórias de uma Gueixa. Bilheteria mundial passou dos 550 milhões de dólares, confirmando o filme como um dos maiores sucessos daquela temporada.

Hoje, o longa é lembrado como uma das maiores demonstrações de captura de movimento da história, com Andy Serkis abrindo caminho para Gollum, César e todo um novo ramo da atuação digital.

Vale o ingresso?

Ponto alto: O terceiro ato em Nova York, com Kong solto entre os arranha-céus e a sequência na ponte, é cinema espetáculo em estado puro. A interpretação de Andy Serkis dá alma ao gorila como nenhuma captura de movimento havia feito até então.

Ponto fraco: São 3 horas de duração, e o ritmo no meio da ilha (a sequência da caverna de insetos e dos pterossauros) pode testar a paciência de quem espera só pancadaria. O romance entre Dwan e Kong também divide opiniões: funciona como fábula, mas exige boa vontade do espectador.

Curiosidades de bastidores

  • Peter Jackson aparece no filme como um cinegrafista a bordo do Venture, o navio da expedição, em um cameo rápido.
  • O ator Jamie Bell (Jamie Bell, de Billy Elliot) faz o papel de Jimmy, um dos marinheiros. A escalação chamou atenção na época por ser bem diferente de seu perfil habitual.
  • Andy Serkis chegou a usar um macacão prateado com sensores no rosto, na mesma técnica de captura de movimento que usaria como Gollum dois anos depois em O Senhor dos Anéis – As Duas Torres.

Perguntas frequentes sobre King Kong (2005)

King Kong (2005) tem cena pós-créditos? Não. O filme termina quando os créditos sobem sobre a Manhattan em ruínas, sem nenhuma cena extra depois.

Qual é a duração de King Kong (2005)? São 180 minutos (3 horas), divididos em três atos: a viagem de Surabaya, a estadia na Ilha da Caveira e a fuga em Nova York.

King Kong (2005) ganhou Oscar? Sim, três Oscars técnicos em 2006: Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais. Foi indicado também a Melhor Fotografia.

King Kong (2005) é bom? É considerado um dos melhores remakes já feitos. Tem ritmo lento no meio, mas o terceiro ato compensa com espetáculo visual e emocional raro no cinema blockbuster.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de aventura blockbuster que curtem o cinema de Peter Jackson pós-Senhor dos Anéis.
  • Apaixonados por fantasia com criaturas gigantes e efeitos visuais de referência.
  • Quem gosta de terror leve pontuado por suspense, especialmente nas sequências na ilha.