Veja o trailer do filme Karatê Kid 3 - O Desafio Final
Do que se trata Karatê Kid 3 - O Desafio Final
Daniel LaRusso achava que tinha encerrado a briga com a turma do Cobra Kai. Estava errado. O longa abre com um novo antagonista, Terry Silver, um milionário do karatê que decide usar Daniel como peça de vingança contra o velho Miyagi.
O roteiro usa uma armadilha simples: empurrar o protagonista para um torneio onde ele não tem mestre. Sem a orientação de Pat Morita, Daniel aceita treinar com Terry, seduzido por promessa de troféus e gloria fácil.
É um filme sobre orgulho, carisma barato e os limites da disciplina. Mistura ação e drama adolescente, embalado pela trilha sonora oitentista que virou marca registrada da saga.
Linha do tempo e legado
Estreou nos Estados Unidos em 22 de junho de 1989 e chegou ao Brasil em 6 de julho do mesmo ano, distribuido pela Columbia Pictures (hoje parte da Sony). Foi a maior abertura de bilheteria da trilogia original, mas a recepção despencou nas semanas seguintes.
Recebeu duas indicações ao Framboesa de Ouro em 1990, incluindo Pior Filme e Pior Ator para Ralph Macchio. A crítica especializada tratou o longa como uma sequência desnecessária, movida mais por contrato comercial do que por vontade criativa.
Hoje, é lembrado como o capítulo mais fraco da franquia, mas também como o ponto de virada que forçou os produtores a repensarem a saga. Sem esse tropeço, Karatê Kid original não teria ganhado o status de clássico intocável que tem hoje.
Cultuados nos anos 90 como filme de sessão da tarde, o longa voltou a ganhar atenção com a série Cobra Kai, que faz referências diretas a Terry Silver e a erros de julgamento de Daniel.
Vale o ingresso?
Ponto alto: A química entre Ralph Macchio e Pat Morita segue intacta. As cenas em que Miyagi aparece de verdade funcionam como lembrete do que fez o original brilhar.
Thomas Ian Griffith entrega um vilão com presença física, embora o personagem grite demais e soe caricato demais para o tom da franquia.
Ponto fraco: A primeira metade se arrasta em subtrama romântica com Robyn Lively e em conflitos mal plantados. O roteiro repete a fórmula do segundo filme sem o frescor de John G. Avildsen, que aqui parece assinar no piloto automático.
Para quem gostou de Rocky, Um Lutador e quer revisitar o lado oitentista do mesmo diretor, a decepção vem rápido.
Curiosidades dos bastidores
- O orçamento estourou e a produção precisou ser realocada para locações em Los Angeles e Pasadena por causa de cortes de verbas.
- Foi a primeira vez que a franquia Karatê Kid concorreu ao Framboesa de Ouro, vencendo Pior Canção Original com a faixa "I'll Be There" de Patti LaBelle.
- John G. Avildsen só aceitou dirigir por insistência do estúdio, e admitiu publicamente que o roteiro original era fraco demais.
Perguntas frequentes
Karatê Kid 3 - O Desafio Final é bom?
É o capítulo mais fraco da trilogia original, segundo crítica e público. Funciona como entretenimento leve, mas não tem o impacto emocional do primeiro filme.
Qual a classificação etária do filme?
Classificação livre, indicado para todas as idades, com algumas cenas de luta que podem assustar crianças muito pequenas.
Karatê Kid 3 tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina com o duelo final e os créditos sobem logo em seguida, sem ganchos ou teasers.
Pra quem é este filme:
- Fãs da trilogia original que querem completar a coleção dos anos 80.
- Quem acompanha Cobra Kai e quer ver o vilão Terry Silver em sua estreia nas telas.
- Apreciadores de filmes de artes marciais com pegada nostálgica e trilha sonora datada.
Título original: The Karate Kid Part III
País de origem: EUA
Data do lançamento: 06/07/1989
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: John G Avildsen
Principais atores: