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Histórias de Alice
Do luto ao oceano: o que move Histórias de Alice
Quando Alice morre, o mundo do filho Lucas perde a referência mais importante. Ele é cineasta, mas nenhuma câmera resolve o que sente depois do funeral.
A saída encontrada pelo personagem é radical: atravessar o Oceano Atlântico e ir até Portugal em busca das raízes da mãe. Lá, entre documentos, memórias e desconhecidos, Lucas começa a montar o retrato de quem Alice foi antes de ser a mãe que ele conheceu.
O longa de Oswaldo Caldeira mistura drama familiar e viagem interior, usando a mudança de país como metáfora de um filho que precisa envelhecer de uma vez.
De 2016 para cá: onde o filme se encaixa
Histórias de Alice chegou aos cinemas brasileiros em 31 de março de 2016, como uma aposta de cinema autoral em meio a blockbusters. Foi exibido também em festivais ligados ao cinema luso-brasileiro, ganhando destaque pelo diálogo entre as duas cinematografias.
Passados os anos, o longa segue lembrado como um dos retratos mais honestos sobre herança afetiva no cinema nacional recente. Não é um filme de massas, mas entrou no radar de quem acompanha o drama brasileiro contemporâneo ao lado de títulos como O Tempo e o Vento e Getúlio.
Hoje, circula em mostras e em catálogos de streaming voltados ao cinema independente, mantendo uma base fiel de espectadores que revisita a obra em buscas temáticas sobre luto e emigração.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a maneira como Caldeira cruza luto e viagem geográfica, deixando que Portugal funcione quase como outro personagem. A direção é segura e respira nos momentos certos, sem pressa de explicar tudo.
Ponto alto: o elenco brasileiro, com Leonardo Medeiros entregando um Lucas contido e verídico, e Ana Moreira construindo Alice em fragmentos de memória.
Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade. Quem espera reviravoltas ou um arco emocional clássico pode sentir que o filme demora para decolar e a jornada emotiva demora a se resolver.
Ponto fraco: o lado português da história fica um pouco subexplorado, com a parte lusa funcionando mais como cenário do que como contraponto dramático profundo.
Curiosidades de bastidor
- O roteiro nasceu de um processo real do diretor Oswaldo Caldeira após a perda da própria mãe, o que dá ao luto do protagonista uma camada autobiográfica.
- A produção foi inteiramente filmada entre Brasil e Portugal, aproveitando locações autênticas para reforçar a ideia de travessia atlântica.
- O elenco mistura atores brasileiros e portugueses, com nomes como Ivo Canelas e Dalila Carmo dando densidade ao lado lusitano da história.
Perguntas frequentes sobre Histórias de Alice
Histórias de Alice é um filme triste? Sim, é um drama sobre luto e deslocamento. Trabalha temas como perda, memória e identidade, mas sem apelar para o melodrama gratuito.
Quem é o diretor de Histórias de Alice? A direção é de Oswaldo Caldeira, que assina também o roteiro, em um projeto de viés bastante pessoal.
Histórias de Alice tem cena pós-créditos? Não há cena pós-créditos. O encerramento do filme é conduzido de forma clássica, fechando a jornada antes dos créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Apaixonados por dramas de luto e viagem interior, estilo O Paciente e O vendedor de sonhos.
- Curiosos pelo cinema luso-brasileiro e por narrativas sobre emigração e identidade cultural.
- Quem acompanha cinema autoral brasileiro e busca filmes que tratam relações familiares sem melodrama fácil.
Título original: Histórias de Alice
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 31/03/2016
Diretor: Oswaldo Caldeira
Principais atores: