Veja o trailer do filme Getúlio
Sobre o que é Getúlio
Em agosto de 1954, o presidente da República se vê encurralado por uma crise política que começa com o atentado a Carlos Lacerda na porta de casa, em Copacabana, e termina com uma ordem de execução que partiu de dentro do Palácio do Catete.
Dirigido por João Jardim, o filme concentra a câmera em Tony Ramos no papel central, com Drica Moraes como Alzira Vargas, filha e braço direito do presidente, ao lado do jornalista vivido por Alexandre Borges.
A história é menos um thriller de conspiração e mais um drama de gabinete: reuniões, telefonemas, despachos com militares e articulações nos bastidores do poder.
O roteiro privilegia o ponto de vista de Getúlio nos seus últimos dias, costurando o peso institucional da crise com o desgaste pessoal de um homem que recusa a renúncia mesmo quando o cerco se fecha.
Estreia e legado
Getúlio chegou aos cinemas brasileiros em 1º de maio de 2014, com distribuição da Copacabana Filmes e classificação de 14 anos. O longa entrou em cartaz no momento em que cinebiografias de presidentes e figuras políticas voltavam a ocupar espaço no cinema nacional, ao lado de títulos como O Bem Amado.
A performance de Tony Ramos foi o principal chamariz da campanha e rendeu debates sobre a melhor interpretação do presidente nas telas, dividindo espaço com outras leituras do período no cinema e na TV.
Mais de dez anos depois, o filme segue sendo citado em discussões sobre representações de Getúlio Vargas e virou material recorrente em aulas de história e cursos de cinema, justamente por tratar um momento-chave do Brasil sem apelar para maniqueísmos baratos.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Tony Ramos entrega uma interpretação contida, de olhares e silêncios, que segura o filme inteiro nos ombros. A direção de arte capricha na reconstituição do Catete, dos figurinos e do clima de 1954.
Ponto fraco: o ritmo é lento, quase teatral, e pode frustrar quem espera um thriller político. O segundo ato pesa em reuniões e discursos, com pouca variação de tom.
O elenco de apoio, com nomes como Alexandre Nero, Jackson Antunes e Leonardo Medeiros, ajuda a manter o interesse mesmo nos trechos mais expositivos.
Curiosidades
- Tony Ramos chegou a gravar cerca de 30 minutos de filmagem a mais, depois cortados pelo diretor para dar mais foco ao núcleo político.
- A reconstituição do Palácio do Catete utilizou locações reais e sets montados em estúdios no Rio de Janeiro.
- O filme dialoga tematicamente com outras cinebiografias brasileiras do mesmo período, como Bruna Surfistinha e Amor, que exploram dilemas pessoais em contextos reais.
Perguntas frequentes
Getúlio é baseado em fatos reais? Sim. O longa recria os últimos dias do presidente Getúlio Vargas em 1954, a partir do atentado a Carlos Lacerda, usando personagens históricos reais.
Quem dirige Getúlio (2014)? A direção é de João Jardim, mesmo realizador de outras obras de não ficção, como A Janela da Alma.
Getúlio tem cena pós-créditos? Não. O filme encerra no clímax político, sem sequência extra depois dos créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinebiografias políticas e dramas de época, especialmente sobre figuras brasileiras do século XX.
- Quem curte cinema de personagem, com atuações densas e reconstrução histórica caprichada, no estilo de produções como O Invasor e A Janela da Alma.
- Estudantes e professores de história do Brasil que usam o cinema como ferramenta de debate em sala de aula.
Título original: Getúlio
País de origem: Brasil
Data do lançamento: 01/05/2014
Distribuidora: Copacabana Filmes
Diretor: João Jardim
Principais atores: