O Paciente

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O Paciente: a espera de um país pelos últimos dias de Tancredo

Em 1985, o Brasil parou diante do hospital. O Paciente mergulha nesses 39 dias de agonia política e humana que antecederam a morte de Tancredo Neves.

O filme acompanha o primeiro presidente civil eleito depois de duas décadas de ditadura militar, do momento em que entrou no hospital até o desfecho em 21 de abril de 1985.

Para quem se interessa por biografias políticas e pelo período da redemocratização, a obra de Sergio Rezende funciona quase como um documento emocional da transição.

Mais do que reconstituir fatos, o roteiro foca nas decisões à beira do leito, no peso da espera e nas conversas que moldaram o futuro do país.

Estreia e legado de O Paciente

O Paciente chegou aos cinemas brasileiros em 14 de junho de 2018, distribuído pela Downtown Filmes. A estreia aconteceu num momento de forte interesse por filmes sobre a história política recente do Brasil.

O longa dialoga com outras produções que revisitam períodos turbulentos, como O que é isso companheiro? e Polícia Federal - A lei é para todos, ambos focados na repressão e na transição democrática.

Também se conecta a títulos que tratam da redemocratização sob óticas diferentes, como Brasília 18%, de 2006.

A bilheteria foi modesta e o filme não concorreu ao Oscar, mas segue sendo lembrado como um dos registros cinematográficos mais diretos sobre a morte de Tancredo, ocupando um espaço raro no cinema nacional dedicado à Nova República.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a interpretação de Othon Bastos como Tancredo. O ator carrega o peso do personagem com sobriedade, sem apelar para o dramatismo fácil. O elenco de apoio, com nomes como Esther Góes e Otávio Müller, também sustenta bem as cenas mais delicadas.

Ponto fraco: a direção de Sergio Rezende aposta num ritmo contemplativo que pode parecer lento demais. Quem espera um thriller político tenso pode se frustrar. A reconstituição de época é competente, mas sem grandes ousadias visuais, o que deixa o filme com cara de telefilme bem acabado em alguns momentos.

Curiosidades sobre O Paciente

  • O filme é uma das poucas obras brasileiras a tratar exclusivamente dos últimos dias de Tancredo Neves, recorte raro no cinema nacional.
  • Sergio Rezende é conhecido por outros dramas históricos, como Em Nome da Lei e O vendedor de sonhos.
  • A produção utilizou locações em São Paulo e no Rio de Janeiro para reconstruir os hospitais e ambientes políticos do período.
  • A classificação indicativa da produção foi marcada como "a definir", segundo registro oficial do filme.

Perguntas frequentes sobre O Paciente

O Paciente é baseado em fatos reais?

Sim. O longa é uma ficção dramatizada sobre os 39 dias de internação de Tancredo Neves até sua morte em 21 de abril de 1985, antes de tomar posse como presidente.

Quem dirige O Paciente?

A direção é de Sergio Rezende, cineasta brasileiro com longa carreira em dramas históricos.

O Paciente tem cena pós-créditos?

Não há registro de cena pós-créditos. Após os créditos finais, a tela retorna ao padrão da sala de cinema.

Qual é a duração de O Paciente?

A duração é de aproximadamente 1 hora e 40 minutos, totalizando PT1H40M no formato ISO 8601.

Pra quem é este filme:

  • Apaixonados por história do Brasil: especialmente pelo período entre 1964 e 1985, com interesse em política, militares e redemocratização.
  • Leitores de biografias políticas: quem curte livros sobre Tancredo, Ulysses Guimarães e os bastidores da Nova República vai reconhecer nomes e situações.
  • Fãs do cinema brasileiro de reconstituição: quem gostou de O que é isso companheiro? e produções como Histórias de Alice tem boas chances de se engajar.