Freddy x Jason

Freddy x Jason

Freddy x Jason: a briga que o terror esperava há décadas

Freddy Krueger está enfraquecido. Os moradores de Springwood descobriram que, se ninguém lembrar dele e se ninguém sonhar, ele simplesmente desaparece. A saída foi uma droga experimental chamada Hypnocil, ministrada em adolescentes traumatizados dentro de um sanatório.

Fraco e furioso, Freddy decide usar Jason Voorhees como arma. Ele o desperta no fundo do lago Crystal Lake e o joga contra os jovens de Elm Street. A ideia é simples: o medo renasce, as pessoas voltam a sonhar, e Krueger recupera seus poderes.

O problema é que Jason não aceita ser peça de ninguém. Quando percebe que foi manipulado, a aliança vira guerra declarada. O resto é o confronto que duas gerações de fã de slasher esperaram na porta do cinema.

Estreia, bilheteria e legado

Freddy x Jason chegou aos cinemas em agosto de 2003, mais de dez anos depois do primeiro rumor de crossover. O longa custou cerca de 30 milhões de dólares e faturou em torno de 116 milhões no mundo todo, um resultado sólido para um terror com classificação R.

Foi a despedida oficial de Robert Englund como Freddy Krueger após sete filmes da franquia original. O longa também é lembrado por ter confirmado o ator Ken Kirzinger no papel de Jason, substituindo Kane Hodder.

Em 2004, a MTV Movie Awards chegou a criar a categoria "Best Fight" só para entregar o prêmio ao confronto da dupla. O filme nunca ganhou sequência direta, mas o crossover virou referência obrigatória em listas de terror dos anos 2000.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química assassina entre Freddy e Jason funciona melhor do que o esperado. Ronny Yu dirige os confrontos com um ritmo de quadrinho sangrento, abusando de gore estilizado e humor negro certeiro. As mortes no pântano e dentro dos sonhos são inventivas.

Ponto fraco: o roteiro dos personagens humanos é fraco. Os adolescentes são descartáveis, o triângulo amoroso não convence e o terceiro ato troca embate épico por um festival de lutas apressadas em um cenário genérico.

Para o fã das duas franquias, a entrega compensa. Para quem busca terror mais sério, fica a sensação de potencial desperdiçado.

Curiosidades dos bastidores

  • O projeto original do crossover surgiu no início dos anos 90, com roteiro de Robert Shaye, que acabou virando o longa de 2003.
  • A cena final em que Jason emerge da água segurando a cabeça de Freddy foi reescrita após testes com público, que não aceitaram um final com a dupla vivendo.
  • Os efeitos práticos de gore foram feitos pela equipe de Steve Johnson, o mesmo de O Novo Pesadelo e de clássicos do cinema B.

Perguntas frequentes

Freddy x Jason tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com uma cena climática logo após os créditos finais, mas sem teaser extra nem gancho para continuação.

É preciso ter visto A Hora do Pesadelo e Sexta-Feira 13 antes?

Não é obrigatório, mas ajuda bastante. O longa já entrega o contexto das duas lendas, então funciona como porta de entrada para quem nunca assistiu nada das franquias.

Freddy x Jason é muito violento?

Sim. O longa é classificado para maiores de 18 anos, com bastante sangue estilizado, decapitações e mortes criativas típicas do melhor slasher dos anos 2000.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de slasher dos anos 80 e 90 que cresceram assistindo A Hora do Pesadelo e Sexta-Feira 13 em fita VHS.
  • Apaixonados por crossover improvável no cinema, do tipo que marcou A Noiva de Chucky e Alien vs. Predador.
  • Curiosos que querem entender por que Robert Englund é considerado um dos vilões mais marcantes da história do terror.