Veja o trailer do filme Eu, Robô
Eu, Robô
Eu, Robô: o que esperar do filme
Chicago, 2035. Robôs obedientes fazem de tudo: entregam pacotes, cuidam de idosos, dirigem carros. A humanidade delegou tudo a eles, desde que sigam as Três Leis da Robótica, o protocolo criado por Isaac Asimov que impede qualquer máquina de ferir um humano.
A aparente perfeição do sistema racha quando o Dr. Alfred Lanning, criador da gigante USR, aparece morto dentro do próprio laboratório. O único suspeito? Um robô chamado Sonny, que não deveria nem estar no local do crime.
A premissa de Eu, Robô é justamente essa: e se as Leis pudessem ser hackeadas? É nesse terreno que o detetive Del Spooner, o Will Smith mais carrancudo da carreira, entra para investigar ao lado da Dra. Susan Calvin, robopsicóloga da USR.
Estreia e legado do filme
Eu, Robô chegou aos cinemas brasileiros em 6 de agosto de 2004, embalando a sequência de blockbusters sci-fi de Will Smith depois de outros sucessos do ator em Hollywood. O filme custou cerca de 120 milhões de dólares e arrecadou mais de 350 milhões no mundo, virando um dos maiores hits do ano.
A direção é de Alex Proyas, o mesmo cineasta de O Corvo (1994), e o roteiro é livremente inspirado nos contos de Asimov, sem ser uma adaptação direta. O longa disputou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, vencido por Homem-Aranha 2.
Hoje, é lembrado como um divisor de águas na discussão sobre inteligência artificial no cinema. Em 2025, com o avanço da IA generativa, os dilemas de Spooner viraram pauta obrigatória.
Eu, Robô: vale o ingresso?
Ponto alto: a dupla Will Smith e o robô Sonny rouba a cena. A relação de desconfiança mútua entre os dois tem química real, e a sequência de ação no rio, com centenas de robôs NS-5 avançando sobre Spooner, é genuinamente tensa.
O visual neo-noir da Chicago de 2035 também envelheceu melhor do que deveria, com direito a prédios conversando com pedestres e carros autônomos.
Ponto fraco: o terceiro ato pisa no acelerador do espetáculo e resolve o mistério central com reviravoltas fáceis. A intenção de discutir livre-arbítrio e consciência artificial fica em segundo plano diante da pancadaria.
Curiosidades dos bastidores
- O longa foi um dos primeiros grandes filmes a usar captura facial digital, técnica que seria popularizada por Avatar cinco anos depois.
- Asimov vendeu os direitos do livro por 500 mil dólares, mas não gostou do roteiro final. Morreu seis meses antes da estreia.
- Shia LaBeouf, hoje astro de blockbusters, aparece brevemente como um dos clientes de restaurante hostilizado por robôs.
Perguntas frequentes sobre Eu, Robô
Eu, Robô é baseado no livro de Isaac Asimov?
É inspirado na obra de Asimov, principalmente no conceito das Três Leis, mas o roteiro é uma história original. Não espere ver os contos do livro em cena.
Eu, Robô tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais rolam normalmente após o desfecho, sem nenhuma surpresa extra para quem esperar até o fim.
Qual é a classificação etária do filme?
No Brasil, Eu, Robô é classificado como 12 anos, por causa de violência moderada e temas de assassinato.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Will Smith no auge da carreira, entre 2002 e 2008, quando o ator emplacava blockbusters um atrás do outro.
- Leitores de Isaac Asimov, Philip K. Dick e quem curte o debate ético sobre inteligência artificial.
- Quem gosta de ficção científica com pegada mais pop e menos cerebral, no estilo de Eu Sou a Lenda e Minority Report.
Título original: I, Robot
País de origem: EUA
Data do lançamento: 06/08/2004
Diretor: Alex Proyas
Principais atores: