Veja o trailer do filme Eragon
Eragon
Sobre o que é Eragon
Um garoto do interior encontra um objeto estranho na floresta e descobre que ali se escondia um filhote de dragão. A partir desse nascimento improvável, ele é arrastado para o centro de um conflito antigo em Alagaesia, um mundo dominado por um rei tirano e por uma ordem de cavaleiros já praticamente extinta.
Baseado no primeiro livro da saga Herança, escrita por Christopher Paolini, o filme segue os passos mais óbvios da jornada do herói: o protagonista jovem, o mentor grisalho, a guerreira de temperamento difícil, a princesa em perigo e o vilão que praticamente respira maldade a cada cena.
O tom é de aventura clássica, pensado para o público que cresceu entre Tolkien, Harry Potter e os jogos de fantasia no PlayStation 2. Nada de revisionismo, nada de camada sombria: é fantasia em modo bem direto, quase como um livro ilustrado em movimento.
Estreia e legado
Eragon chegou aos cinemas em 15 de dezembro de 2006 nos Estados Unidos e desembarcou no Brasil em 22 de dezembro daquele ano, distribuído pela Fox Film do Brasil. Apostava no vácuo deixado pelo fim da franquia Harry Potter, que ainda estava em cartaz, e numa geração de adolescentes leitores de fantasia.
O resultado financeiro até não foi catastrófico: a produção girou em torno de US$ 100 milhões e arrecadou cerca de US$ 249 milhões no mundo, segundo dados de mercado. Mas a recepção foi gelada. A crítica chamou o filme de derivativo e raso, e a Saga Herança perdeu tração como franquia de cinema, enterrando planos de sequências que o primeiro livro já praticamente exigia.
Quase duas décadas depois, Eragon virou quase um caso de estudo sobre como Hollywood pode achatar uma boa premissa em uma hora e quarenta e cinco minutos. A Disney+ chegou a desenvolver uma série em live-action em 2022, mas o projeto não foi adiante. Hoje, o longa é lembrado mais como um "filme que poderia ter sido" do que como um clássico de fim de ano.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte capricha nas tomadas abertas de Alagaesia, com cenários que misturam montanhas, florestas e ruínas antigas. A primeira aparição da draoa Saphira em voo, mesmo com limitações do CGI da época, ainda arranca uma reação de "uau" em quem assiste pela primeira vez.
As composições de Patrick Doyle (Harry Potter e o Cálice de Fogo) dão peso épico às cenas de batalha. E a química improvável entre Ed Speleers e Jeremy Irons funciona porque Irons claramente está se divertindo no papel de Brom, o mentor que sabe mais do que admite.
Ponto fraco: o roteiro não confia no espectador. Toda revelação importante é dita em voz alta, e o relacionamento com Saphira se resolve rápido demais, sem o trabalho emocional que o livro de Paolini construía página a página. John Malkovich também vira quase uma paródia de vilão de fantasia, com direito a suspiros dramáticos em cada aparição.
Curiosidades dos bastidores
- Autor no set: Christopher Paolini, que escreveu o livro original com 15 anos, participou das filmagens como consultor criativo. Mesmo assim, ele admitiu depois que o filme mudou várias coisas que ele próprio queria manter.
- Saphira em CGI pesado: a dragão Saphira foi inteiramente criada em computação gráfica, com renderização que consumiu boa parte do orçamento de efeitos. O resultado divide opiniões: para a época era impressionante, hoje parece datado.
- Estreia em vídeo de teste: Ed Speleers foi descoberto por meio de um vídeo caseiro em que encenava cenas de luta. O diretor Stefen Fangmeier, que vinha da área de efeitos visuais (Twister, Jurassic Park), estreou na direção de longas com este projeto.
Perguntas frequentes
Eragon é baseado em um livro?
Sim. O filme é a adaptação de Eragon, o primeiro volume da saga Herança, escrita por Christopher Paolini quando ele ainda era adolescente. A saga tem quatro livros no total.
Eragon vai ganhar sequência no cinema?
Não há planos confirmados de sequência em live-action. Uma série была anunciada pela Disney+ em 2022, mas o projeto foi arquivado. Por enquanto, as continuações da história ficaram apenas nos livros.
Eragon tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina com um final mais convencional, sem gancho ou cena extra durante ou depois dos créditos. Quem espera uma surpresa após a tela preta vai sair frustrado.
Pra quem é este filme:
- Leitores da saga Herança: quem cresceu devorando os quatro livros de Christopher Paolini e quer ver como o primeiro volume foi adaptado, mesmo sabendo que vai sair xingando do sofá.
- Fãs de fantasia dos anos 2000: quem assistiu O Senhor dos Anéis, Narnia, Percy Jackson e Harry Potter e curta revisitar esse período em que estúdios investiam pesado em adaptações de fantasia juvenil.
- Curiosos de efeitos visuais antigos: quem gosta de ver como o CGI era feito em 2006, com dragões ainda meio plastificados e elfos de orelhas pontudas que mais parecem figurinos de teatro.
País de origem: EUA
Data do lançamento: 22/12/2006
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Diretor: Stefen Fangmeier
Principais atores: