O que é Era uma Vez no Oeste
Um pistoleiro sem nome toca harmônica esperando a chegada de um inimigo do passado. Ao redor dele, o deserto americano e a construção de uma estrada de ferro que vai engolir tudo.
Em Era uma Vez no Oeste, o italiano Sergio Leone pega o faroeste americano, coloca uma lente enorme, troca a poeira pelo mito, e constrói um filme que ainda hoje define o gênero.
A premissa é simples: uma família de fazendeiros é massacrada por estar no caminho da ferrovia. A herdeira, Jill McBain, chega de Nova Orleans para o funeral e descobre que virou peça num jogo maior.
Estreia e legado do filme
Lançado em 1968 na Itália, Era uma Vez no Oeste chegou aos cinemas norte-americanos em 1969 e colecionou fracassos de público na estreia. O público americano não entendeu a lentidão, os silêncios e a grandiosidade da proposta.
Com o tempo, o título se transformou em pedra angular do faroeste moderno. Leone seguiu o caminho aberto com Três Homens em Conflito e depois assinaria Era uma Vez na América.
A trilha de Ennio Morricone é estudada em escolas de cinema até hoje. O filme influenciou Quentin Tarantino, George Miller e praticamente todo faroeste que veio depois.
Vale o ingresso?
Ponto alto: os dez minutos iniciais sem diálogo, o duelo final na plataforma da estação, a sequência do churrasco com a mosca no rosto e a câmera de Leone esmagando rostos em planos-detalhe.
A direção de Sergio Leone é cirúrgica. Cada disparo, cada olhar de Henry Fonda ou Claudia Cardinale tem peso de épico.
Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento. Quem busca ação contínua pode achar os 166 minutos um teste de paciência. O roteiro também exige atenção a nomes e datas.
Mesmo assim, é cinema do tipo que se assiste poucas vezes na vida e nunca mais se esquece.
Curiosidades de bastidores
- Ennio Morricone compôs os temas principais antes das filmagens, e Leone os tocava no set para definir o ritmo das cenas.
- Henry Fonda topou o papel de vilão depois de o diretor convencer a Paramount, que temia manchar a imagem do ator.
- A abertura de quase dez minutos sem diálogo é uma homenagem direta a High Noon e virou aula obrigatória em cursos de cinema.
Perguntas frequentes
Era uma Vez no Oeste vale a pena?
Sim, é um dos maiores faroestes já feitos. Exige paciência no ritmo, mas recompensa em cada cena.
Qual a duração do filme?
São 166 minutos, pouco menos de três horas. A versão restaurada mantém a proporção original.
É sequência de Era uma Vez no Oeste?
Não. Este é o terceiro longa da chamada Trilogia dos Dólares estendida de Sergio Leone, após Por um Punhado de Dólares e Três Homens em Conflito.
Pra quem é este filme:
- Fãs de faroeste revisionista e cinema europeu dos anos 1960
- Entusiastas da dramaturgia lenta, simbólica e visualmente precisa
- Admiradores da parceria Ennio Morricone e Sergio Leone
Título original: C'era una volta il West
País de origem: Itália
Data do lançamento: 02/03/1968
Distribuidora: Sem Distribuidor
Diretor: Sergio Leone
Principais atores: