Veja o trailer do filme Encontro Marcado

Encontro Marcado

Encontro Marcado

O filme em resumo

A Morte resolve tirar férias. Para isso, ela toma emprestado o corpo de um rapaz que acabou de morrer atropelado nas ruas de Nova York e se apresenta ao magnata Bill Parrish (Anthony Hopkins), avisando que veio buscá-lo — mas topa adiar a partida se Parrish ensiná-lo a viver como gente.

O problema é que esse "novato" chamado Joe Black (Brad Pitt) cruza o caminho de Susan, a filha mais nova de Parrish, e se apaixona por ela. O mesmo rosto que Susan tinha flertado num café horas antes do rapaz morrer, agora habitado por algo que não é bem humano.

Dirigido por Martin Brest, o filme cruza romance, drama e fantasia num New Jersey dourado, cheio de mansões, jantares longos e bilionários com crise de identidade.

Linha do tempo e legado

Encontro Marcado estreou nos cinemas brasileiros em 11 de dezembro de 1998, chegando aos Estados Unidos pouco antes, em novembro daquele ano. Foi a aposta da Universal para fechar o ano com um grande lançamento adulto, longe do blockbuster de ação.

Na corrida, o filme dividiu a crítica: alguns acharam a proposta arrastada; outros reconheceram o capricho visual e a força do elenco. Anthony Hopkins levou indicações em festivais e a trilha sonora de Thomas Newman virou referência obrigatória do cinema dos anos 90.

Mais de duas décadas depois, o título ganhou status de cult. Entrou para listas de "romances estranhos imperdíveis" em sites como Letterboxd e voltou às discussões sempre que Brad Pitt reaparece em papeis que misturam vulnerabilidade e mistério — caso de Amantes Eternos, de Jim Jarmusch.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Anthony Hopkins. O velho Parrish é o motor de toda a trama, e o ator sustenta cada cena com uma dignidade silenciosa. Quando ele fala sobre a morte, você acredita. As refeições em família são pequenas aulas de acting.

A direção de Brest transforma Nova York e o subúrbio rico numa espécie de conto de fadas sem efeitos digitais. Tudo parece saído de uma pintura.

Ponto fraco: 181 minutos. O filme se permite pausas demais. Há sequências que poderiam perder dez minutos sem perder sentido — e isso cobra o preço da atenção, especialmente numa segunda sessão.

O roteiro também trata Joe Black como espectador da própria história por longos trechos. A sensação, em alguns atos, é de que estamos esperando o próximo momento em que ele finalmente faz algo.

Curiosidades de bastidores

  • O roteiro original, de Bo Goldman, foi reescrito por Kevin Wade e Ron Osborn — a versão final levou anos para ficar pronta, o que contribuiu para os longos 181 minutos.
  • A mansão usada como residência dos Parrish é a mesma do longa O Experimento de Aprisionamento de Stanford e de Despedida em Grande Estilo.
  • A trilha sonora de Thomas Newman tem o famoso tema "Walkaway", que entrou para o top das trilhas românticas dos anos 90 e foi usada em diversos trailers.

Perguntas frequentes

Encontro Marcado é baseado em alguma história anterior?

Sim. O longa é uma refilmagem livre de Death Takes a Holiday (1934), que por sua vez é baseado na peça teatral italiana La morte in vacanza. A premissa da Morte que quer entender os humanos é a mesma, mas o contexto vira Nova York dos anos 90.

Qual a duração de Encontro Marcado?

São 181 minutos, quase três horas. É um filme que pede tempo e disposição para pausas longas. Quem busca ritmo mais ágil vai sentir o peso.

Encontro Marcado tem cena pós-créditos?

Não. O filme fecha seu arco antes dos créditos finais, então não é preciso esperar sentado no escuro da sala.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas contemplativos com pegada existencial, tipo Perfume de Mulher e Amantes Eternos.
  • Quem gosta de romance lento, baseado em olhares e diálogos, e não em reviravoltas de enredo.
  • Admiradores de Anthony Hopkins que querem ver o ator numa de suas interpretações mais subestimadas dos anos 90.


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