Veja o trailer do filme Em um Mundo Melhor

Em um Mundo Melhor

Em um Mundo Melhor

14 Drama Duração: 1h 53min

Sobre o que é Em um Mundo Melhor

Em um Mundo Melhor é um drama dinamarquês de 2010 que cruza duas linhas de tensão: a vida de um médico em um campo de refugiados na África e a rotina escolar de seu filho na Dinamarca.

Anton trabalha longe da família. Quando volta, encontra Elias sendo perseguido por um colega mais velho. Christian chega à cidade e decide defender Elias — e essa proteção inicial vira o estopim de uma amizade que escala para um plano de vingança perigoso.

A diretora Susanne Bier usa o paralelo entre a violência distante (a guerra civil africana) e a violência próxima (o bullying e a vingança entre adolescentes) para perguntar o que realmente é justiça.

Estreia e legado

Em um Mundo Melhor foi lançado na Dinamarca em 2010 e distribuído no Brasil em 2011. Em 2011, o filme venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o mais alto reconhecimento da temporada de premiações.

Foi também indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e venceu o Goya na mesma categoria, confirmando a repercussão internacional do trabalho de Bier.

Hoje o título é lembrado como um dos dramas europeus mais incisivos dos anos 2010, frequentemente citado em listas sobre cinema humanista e sobre questões de bullying, paternidade e ética sob conflito. Para o público brasileiro, permanece como referência da filmografia de Bier, que já tinha passado por aqui com Brothers.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o roteiro constrói a amizade entre Elias e Christian com camadas que crescem de forma orgânica. A montagem intercala a África e a Dinamarca até o ponto em que as duas histórias viram a mesma pergunta sobre o que é correto fazer diante da violência.

Ponto alto: a atuação de Mikael Persbrandt. O peso do personagem mora nos silêncios, nas pausas longas e nas escolhas que ele quase não verbaliza. É um trabalho contido, porém intenso.

Ponto alto: a fotografia de Morten Søborg captura a luz natural com economia — o que reforça o tom sóbrio e realista do filme.

Ponto fraco: a resolução do terceiro ato apressa cenas-chave. Quem espera uma catarse explícita pode sair frustrado, porque a conclusão privilegia a sugestão em vez da resposta clara.

Ponto fraco: o ritmo é lento no primeiro terço. Quem busca O Hobbit: Uma Jornada Inesperada ou Rei Arthur: A Lenda da Espada claramente não é o público deste filme.

Curiosidades

  • Esta foi a segunda colaboração entre Susanne Bier e Mikael Persbrandt, depois de Brothers (2005), refilmagem dinamarquesa de um longa americano do mesmo ano.
  • O roteiro foi escrito por Anders Thomas Jensen, parceiro recorrente de Bier, que assina vários dos dramas mais marcantes do cinema dinamarquês recente.
  • Após o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, a obra entrou em ciclo de releitura ao lado de títulos como Lang historie kort, reforçando a fase forte do cinema escandinavo nos anos 2010.

Perguntas frequentes

Em um Mundo Melhor tem cena pós-créditos?

Não. O filme encerra com resolução clara antes dos créditos finais, sem cenas extras durante ou depois deles.

Em um Mundo Melhor é bom? Vale a pena assistir?

Sim, principalmente para quem aprecia dramas morais de ritmo lento. É um dos filmes europeus mais premiados de 2010 e o principal acesso à filmografia da Susanne Bier depois de Brothers.

Qual é a classificação etária do filme?

A classificação indicativa no Brasil é 14 anos, recomendada por envolver cenas de conflito, temática de bullying e discussão de violência.

Onde assistir Em um Mundo Melhor online?

A disponibilidade varia por região e plataforma. Confira a lista de cinemas, salas e horários atualizados na seção de programação do Filmes no Cinema logo abaixo.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas europeus de gabinete e dilema moral, no estilo dos trabalhos de Thomas Vinterberg e do próprio Bier.
  • Quem curte narrativas que aproximam a guerra do cotidiano — semelhante a Cruzada e A Comunidade.
  • Pais, educadores e pessoas interessadas nos temas de bullying, mediação de conflitos e paternidade em crise.