Veja o trailer do filme Cruzada
Sobre o que é Cruzada
Um ferreiro francês em luto, Balian (Orlando Bloom), recebe a visita inesperada do pai que mal conheceu: o barão Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), que chega para arrastá-lo até a Terra Santa.
Após a morte do pai no caminho, Balian herda terras e um título de nobreza em Jerusalém. Ele se vê obrigado a defender uma cidade sitiada, cercado por intrigas de um rei leproso, pela paixão pela princesa Eva Green como Sibylla e pelo avanço das tropas de Saladino.
O longa mistura jornada espiritual, política medieval e guerra em escala épica, com a assinatura visual inconfundível de Ridley Scott.
Quando estreou e o que aconteceu depois
Cruzada chegou aos cinemas brasileiros em 6 de maio de 2005, depois de estrear nos Estados Unidos em maio daquele ano. O estúdio 20th Century Fox apostou alto na produção, gravada em locações de Marrocos, Espanha e Reino Unido.
A versão lançada nos cinemas, com 145 minutos, recebeu críticas mornas e bilheteria abaixo do esperado. Scott, insatisfeito com os cortes do estúdio, lançou em 2006 uma versão estendida em DVD com 26 minutos adicionais, que reposicionou o filme como um dos épicos históricos mais subestimados dos anos 2000.
Desde então, ganhou status de cult entre fãs do diretor e de cinema de época, frequentemente comparado a A Lista de Schindler e a Êxodo: Deuses e Reis, também de Scott. Não venceu o Oscar, mas foi indicado em três categorias técnicas, incluindo melhor som.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte é de encher os olhos. As muralhas de Jerusalém, os desertos e as cenas de cerco têm escala de Perdido em Marte no deserto, com cinematografia assinada por John Mathieson.
Ponto alto: Edward Norton surge irreconhecível e brilhante como o rei Balduíno IV, o leproso, numa das interpretações mais marcantes da carreira dele.
Ponto fraco: o roteiro peca ao dar pouca densidade emocional a Balian. Bloom até entrega, mas o personagem soa como um espectador privilegiado da própria história.
Ponto fraco: o ritmo do segundo ato arrasta no corte de cinema, com cenas de intriga política que poderiam ser enxugadas.
Veredicto: o director's cut, mais tarde, conserta quase tudo. Se for revisitar, vá direto nele.
Curiosidades de bastidor
- O roteiro foi escrito por William Monahan, o mesmo roteirista de Os Infiltrados, que depois ganhou o Oscar por aquele trabalho.
- A versão original de cinema tem 145 minutos; a director's cut, lançada direto em DVD, soma 26 minutos extras e é considerada pelos fãs a versão definitiva.
- As filmagens usaram o set de Gladiador (2000), também de Ridley Scott, e locações no Marrocos, que já tinham servido para Lawrence da Arábia.
Perguntas frequentes
Cruzada tem cena pós-créditos? Não. A narrativa se encerra com a sequência da batalha de Hattin, sem ganchos extras depois dos créditos.
Qual a diferença entre Cruzada e Kingdom of Heaven? Nenhuma. Kingdom of Heaven é o título original em inglês; Cruzada foi o título adotado no Brasil pela Fox Film.
É o mesmo diretor de Gladiador? Sim. Ridley Scott dirige os dois, mas o tom aqui é mais intimista, focado em dilemas morais do que em espetáculo puro.
Pra quem é este filme:
- Fãs de épicos históricos com reconstituição de época caprichada, dos mesmos que revisitam filmes históricos baseados em fatos reais.
- Admiradores da carreira de Ridley Scott, que vão reconhecer aqui o mesmo olhar de Alien e Blade Runner aplicado à Idade Média.
- Interessados no período das Cruzadas e na figura de Saladino, que encontram aqui uma representação rara e mais equilibrada do que o usual em Hollywood.
Título original: Kingdom of Heaven
País de origem: EUA
Data do lançamento: 06/05/2005
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Diretor: Ridley Scott
Principais atores: