Disobedience

Disobedience

Drama Romance Duração: 1h 54min

Sobre o que é Disobedience

Ronit é uma fotógrafa que vive em Nova York. Quando seu pai — um rabino querido da comunidade judaica ortodoxa de Londres — morre, ela volta para casa.

A cidade não recebe bem a filha que partiu anos atrás. O peso da tradição religiosa paira sobre cada rua, cada olhar. O clima de luto é só a superfície: o que explode é a reaproximação com Esti, sua amiga de infância, que hoje é esposa do primo Dovid.

Dirigido por Sebastián Lelio, o filme transforma esse triângulo em algo silencioso e contido. Mais do que um romance proibido, é um estudo sobre identidade, pertencimento e o preço de existir fora do grupo.

Quando estreou e por que ele importa

Disobedience chegou aos cinemas em 2017, dois anos depois de Sebastián Lelio rodar Tudo vai ficar bem (2015, na verdade 2015) e antes de consolidar seu nome internacional com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por Gloria — confusão comum. A estreia mundial aconteceu no Festival de Toronto (TIFF), em setembro de 2017, e ganhou distribuição internacional rapidamente.

O longa foi baseado no romance de Naomi Alderman, adaptado por Lelio e pelo roteirista Rebecca Lenkiewicz. Mistura drama familiar com romance queer, tema raro no cinema mainstream de 2017. Rachel Weisz e Rachel McAdams lideram o elenco, e o trabalho delas foi amplamente elogiado pela crítica.

Hoje, o filme é lembrado como um marco do cinema de temática judaica contemporânea. Não ganhou grandes prêmios, mas circulou bem em festivais e segue firme em listas de espectadores de cinema sensorial e intimista.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre as duas protagonistas é de outro nível. Rachel Weisz carrega uma contenção impressionante — cada cena dela respira peso. A direção de Lelio acerta ao apostar em silêncios longos, closes prolongados e uma fotografia que traduz o conflito interno sem precisar de palavras.

O mérito também é de Rachel McAdams, que entrega talvez o papel mais corajoso da carreira. Esti vive uma repressão construída em camadas, e a atriz transmite tudo com o olhar, a postura, o gesto mínimo.

Ponto fraco: o ritmo é lento de verdade. Quem busca plot twists ou conflitos externos vai sair frustrado. A narrativa se desenrola na psicologia, não no acontecimento — e isso exige paciência. O terceiro ato também escorrega para um didatismo que poderia ser mais sutil.

Curiosidades de bastidor

  • O filme foi gravado inteiramente em Londres, com locações em Finchley, bairro histórico da comunidade judaica ortodoxa do norte da capital britânica.
  • Sebastián Lelio escalou Rachel Weisz depois de assistir a três filmes consecutivos dela em um fim de semana.
  • A novela original de Naomi Aldman foi publicada em 2006 e já previa o interesse do cinema: a autora escreveu pensando em adaptação visual.

Perguntas frequentes sobre Disobedience

Disobedience tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma fechada, sem teasers extras. Você pode sair da sala antes dos créditos rolarem sem perder nada.

Disobedience é baseado em livro?

Sim. O longa é uma adaptação do romance homônimo de Naomi Alderman, publicado em 2006. O roteiro foi escrito por Sebastián Lelio e Rebecca Lenkiewicz.

Disobedience é um filme lésbico?

O filme tem romance queer feminino no centro da trama, mas vai além: discute repressão religiosa, identidade cultural e escolhas pessoais. Não se resume ao rótulo de romance lésbico, embora trate disso com respeito e profundidade.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas intimistas que valorizam atuações silenciosas e narrativas de câmera fechada.
  • Quem busca representatividade queer feminina em um contexto cultural específico e pouco explorado.
  • Leitores de Naomi Alderman e admiradores do cinema de Sebastián Lelio, interessado em conflitos entre tradição e liberdade individual.