Veja o trailer do filme Despedida em Las Vegas

Despedida em Las Vegas

Despedida em Las Vegas

Drama Duração: 1h 51min

O filme

Despedida em Las Vegas acompanha Ben Sanderson, um roteirista alcoólatra demitido de um set de filmagem em Los Angeles.

Sem emprego, sem chão e sem vontade de continuar, ele pega a estrada até Las Vegas com um objetivo simples: beber até que o corpo pare de aguentar.

Na cidade, conhece Sera, uma prostituta que também fugiu de Los Angeles por vergonha. O encontro é direto, sem floreio. Os dois combinam, sem muita conversa, que ele vai morar na casa dela, ela respeita o vício dele, e ele respeita o modo como ela ganha a vida.

O que começa como uma pausa para dois outsiders vira uma história de amor que não tenta salvar ninguém.

Quando estreou e por que ainda importa

O longa foi lançado em 1995 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 31 de dezembro de 1996. A recepção crítica foi imediata e unânime, um caso raro para um filme sobre dependência química.

Na cerimônia do Oscar de 1996, Nicolas Cage venceu como Melhor Ator por uma atuação que aparece em listas dos melhores desempenhos da história da premiação. Elisabeth Shue foi indicada a Melhor Atriz, e Mike Figgis concorreu em três categorias: direção, roteiro adaptado e trilha sonora.

O roteiro adapta o romance semi-autobiográfico de John O'Brien, que cometeu suicídio duas semanas antes da estreia em Los Angeles. Esse detalhe macabro atravessou a carreira do filme e mudou a forma como o público lia cada cena.

Quase três décadas depois, segue sendo referência obrigatória em qualquer lista séria sobre representações de vício, solidão e dignidade no cinema americano.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Nicolas Cage entrega uma performance de entrega total, sem rede. Ele incha o corpo, arrasta a voz, faz o corpo todo tremer durante um espasmo e desaparece dentro de Ben com uma naturalidade que poucos atores conseguem igualar. A parceria com Elisabeth Shue também funciona porque nenhum dos dois tenta salvar o outro.

Ponto fraco: O ritmo é lento de propósito, mas pode soar repetitivo em alguns trechos intermediários, quando o filme insiste em cenas de bebedeira longa sem acrescentar informação dramática nova.

Veredito: Não é um filme para todo mundo. É um drama cru, adulto, sem trilha sonora otimista e sem final que recompensa o espectador com lição. Quem se conecta com a proposta encontra um clássico moderno sobre empatia pelo incurável.

Curiosidades de bastidor

  • O autor do romance original, John O'Brien, se matou duas semanas antes da estreia nos cinemas. Figgis dedicou o filme a ele e disse publicamente que a adaptação foi, em parte, uma forma de honrar a história.
  • Nicolas Cage foi ao bar Joe's Bar, em Los Angeles, repetidas vezes durante as filmagens para observar bebedores crônicos e treinar a forma física e a voz de quem bebe há anos. As cenas mais fortes vieram dessas idas a campo.
  • Mike Figgis compôs a trilha sonora do próprio filme, incluindo o tema cantado por Sting. Foi a primeira vez em anos que um diretor assinava sozinho a música de um longa indicado ao Oscar.

Perguntas frequentes

Despedida em Las Vegas é baseado em uma história real?

É baseado no romance semi-autobiográfico de John O'Brien, publicado em 1990. O próprio autor era alcoólatra e vivia em Los Angeles, o que dá à trama um nível de detalhe documental raro em dramas sobre vício.

Nicolas Cage ganhou o Oscar por este filme?

Sim. Em 1996 ele levou a estatueta de Melhor Ator, derrotando Sean Penn (Dead Man Walking), Anthony Hopkins (Nixon), Geoffrey Rush (Shine) e Richard Dreyfuss (Mr. Holland, Adorável Professor).

Onde posso assistir Despedida em Las Vegas online?

O título circula em catálogos rotativos de streaming no Brasil e está disponível em DVD e Blu-ray. Para encontrar a plataforma ativa no momento, confira a grade logo abaixo desta página.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Nicolas Cage que querem ver o trabalho pelo qual ele levou o Oscar, e não os filmes de ação do mesmo período.
  • Quem curte dramas sobre dependência química sem moralismo, no estilo de Rain Man e Thelma & Louise.
  • Leitores de Bukowski, Charles R. Cross e Craig Taborn que gostam de histórias sobre bebedores funcionais em colapso.