Veja o trailer do filme Contrabando
Do que se trata Contrabando
Chris Farraday (Mark Wahlberg) pendurou as chuteiras do contrabando. Trabalha honestamente, é casado, tem dois filhos, leva a vida em câmera lenta. O problema é que Andy, o irmão mais novo de sua esposa Kate, quis bancar o esperto e aceitou uma carga do violento traficante Tim Briggs.
A mercadoria se perdeu no meio do caminho. Briggs não aceita calote. Quando a dívida de milhões de dólares aparece na mesa, junto com ameaças diretas à família, Chris entende que não tem escolha: vai ter que voltar ao mar.
O roteiro é um remake de Reykjavik-Rotterdam, longa islandês de 2008 do mesmo diretor Baltasar Kormákur. Desta vez, a operação clandestina em alto-mar migra para a Louisiana e o Panamá, mas o motor é o mesmo: relógio correndo, tripulação duvidosa, e um protagonista que conhece o jogo melhor do que gostaria.
Estreia e legado
Contrabando chegou aos cinemas brasileiros em 27 de abril de 2012, distribuído pela Universal Pictures. Foi um filme com boa performance comercial, mesmo sem estourar nas bilheterias globais: custou cerca de 25 milhões de dólares e retornou quase o triplo, o suficiente para ser considerado um acerto de mercado.
A recepção crítica foi morna. O longa segura uma nota mediana no Rotten Tomatoes e no Metacritic, justamente por apostar em uma fórmula que o público já conhecia de filmes como A Identidade Bourne e Onde os Fracos Não Têm Vez. Ainda assim, ajudou a consolidar Kormákur nos estúdios de Hollywood, o que abriu caminho para ele dirigir Warcraft - O primeiro encontro de dois mundos e os dois filmes de Adrift.
Hoje é lembrado como um passatempo sólido da leva de thrillers de ação dos anos 2010, com a cara de Wahlberg no auge da fase "pai de família em apuros".
Vale o ingresso?
Ponto alto: a sequência a bordo do cargueiro tem tensão real, com decisões em tempo real que mudam o tom da operação. Ben Foster rouba a cena como Sebastian Abney, o melhor amigo instável que vira uma bomba-relógio ambulante. O elenco de apoio, com Giovanni Ribisi e Diego Luna, dá peso aos antagonistas.
Ponto fraco: o roteiro aposta em reviravoltas que já foram vistas em dezenas de thrillers de ação. A motivação do cunhado é rasa, e algumas cenas em terra firme perdem ritmo. Quem busca originalidade vai sair frustrado.
Curiosidades de bastidores
- É o remake americano de Reykjavik-Rotterdam (2008), filme islandês indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, também dirigido por Kormákur.
- Mark Wahlberg e o diretor se conheceram nas filmagens de The Perfect Storm (2000), mas só trabalharam juntos de novo mais de uma década depois.
- As cenas no cargueiro foram gravadas em locações reais em Nova Orleans, sem uso predominante de estúdio.
Perguntas frequentes
Contrabando é baseado em fatos reais? Não. A história é ficção, embora tenha inspiração direta no thriller islandês Reykjavik-Rotterdam, de 2008, escrito e dirigido pelo mesmo Baltasar Kormákur.
Quem é o vilão do filme? O principal antagonista é Tim Briggs, vivido por Giovanni Ribisi. Ele comanda a quadrilha que financia a carga perdida e cobra a dívida com violência.
Tem cena pós-créditos? Não. Contrabando termina antes mesmo dos créditos completos começarem a subir. Pode levantar da poltrona sem medo de perder nada.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ação marítima e thrillers de assalto com relógio correndo.
- Quem gosta de Mark Wahlberg no modo pai de família em apuros, sem pensar muito.
- Apreciadores de suspense procedural, com contrabando, cargas, subornos e contas a pagar.
Título original: Contraband
País de origem: França
Data do lançamento: 27/04/2012
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Baltasar Kormákur
Principais atores: