Veja o trailer do filme Warcraft - O primeiro encontro de dois mundos
O que é Warcraft
Duncan Jones dirige a adaptação cinematográfica do universo dos games da Blizzard, lançada em 2016. A premissa é direta: Azeroth, um reino humano em relativa paz, vê um portal se abrir e trazer hordas de Orcs vindos de Draenor, um mundo à beira do colapso.
De um lado, Lothar e o jovem mago Khadgar precisam organizar a defesa. Do outro, o chefe Orc Durotan começa a desconfiar que a invasão foi manipulada por um bruxo. No meio das duas frentes, Garona, uma meio-sangue, vira a peça-chave para qualquer acordo possível.
O filme mistura ação, fantasia e aventura numa escala de blockbuster, e assume que o espectador já respira a mitologia ou está disposto a engolir muita exposição nos primeiros atos.
Estreia e legado
Warcraft chegou aos cinemas brasileiros em 2 de junho de 2016, distribuído pela Universal Pictures. Foi a aposta mais cara da Legendary Pictures até então, com orçamento próximo a 160 milhões de dólares, e o primeiro grande filme de fantasia daquele verão.
A recepção crítica nos EUA foi fria, com notas modestas nos principais agregadores. A bilheteria doméstica não recuperou o investimento. O cenário mudou drasticamente na China, onde o longa virou fenômeno e empurrou a arrecadação global para cima de 439 milhões de dólares.
Apesar de ser considerado um fracasso em Hollywood, o filme consolidou a performance capture de Orcs como referência para o gênero e mantém uma base de fãs fiel que pressiona, até hoje, por uma continuação direta.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o visual. As armaduras, as locações, a escala dos castelos e, principalmente, os Orcs em performance capture são o grande trunfo do filme. Toby Kebbell entrega uma atuação corporal impressionante, e a tecnologia usada aqui ajudou a definir o padrão de criaturas digitais que vemos em blockbusters até hoje.
Ponto fraco: o roteiro. A história é contada de forma burocrática, com diálogos cheios de explicações forçadas e pouca nuance para os humanos. Lothar, Llane e Medivh funcionam mais como peças de tabuleiro do que como personagens que você realmente passa a torcer.
O filme é um caso claro de "obra para fãs". Quem nunca jogou World of Warcraft passa boa parte do tempo tentando entender nomes e regras; quem jogou, finalmente vê o mundo ganhar forma.
Curiosidades dos bastidores
- Terry Notary, especialista em movimento, passou meses com os atores de Orcs morando juntos em trailers para criar a dinâmica tribal real nos setos.
- A Blizzard controlou de perto o roteiro, vetando mudanças em pontos-chave da lore como o destino de Llane e o Portal Negro, o que gerou atrito com a Legendary.
- Originalmente o filme teria uma única sequência, mas o sucesso na China abriu conversas reais para Warcraft 2, parado na prancheta desde 2018.
Perguntas frequentes
Warcraft é baseado em qual jogo?
O filme adapta principalmente o enredo de Warcraft: Orcs & Humans, de 1994, com elementos de Warcraft 3. É uma origem da franquia, não um derivado de World of Warcraft.
Warcraft tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com uma cena final que serve como epílogo e pronto, sem ganchos extras na saída.
Preciso jogar World of Warcraft para entender o filme?
Não é obrigatório, mas ajuda muito. Quem não conhece nada da lore vai passar o primeiro ato decorando nomes; quem joga reconhece referências a cada cinco minutos e aproveita em outro nível.
Pra quem é este filme:
- Veteranos de World of Warcraft e Warcraft 3, que querem ver Orgrimmar e a montanha de Stormwind ganhar vida na tela grande.
- Fãs de fantasia épica ao estilo Senhor dos Anéis, dispostos a aceitar CGI pesado em troca de batalhas com centenas de criaturas em campo.
- Curiosos por trás das câmeras, interessados em performance capture e no trabalho deTerry Notary no desenvolvimento físico dos Orcs.
Título original: Warcraft
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 02/06/2016
Distribuidora: Universal Pictures
Diretor: Duncan Jones
Principais atores: