Veja o trailer do filme Cegos, Surdos e Loucos

Cegos, Surdos e Loucos

Cegos, Surdos e Loucos

O que é Cegos, Surdos e Loucos?

Dois desconhecidos com deficiências sensoriais viram suspeitos de um assassinato sem entender por quê. É nessa premissa que o filme Cegos, Surdos e Loucos constrói sua comédia de erros, misturando pastelão com perseguição criminosa.

Dave é surdo, dono de uma banca de jornal. Wally é cego e começa a trabalhar para ele. Quando um crime acontece ao lado do balcão, a polícia encontra os dois em cena — um ouviu o tiro, o outro viu as pernas da assassina — e os prende.

O problema é que a vítima escondeu uma moeda de supercondutor entre outras moedas da banca. Joan Severance vive a assassina Eve, e Kevin Spacey faz o cúmplice Kirgo. Os dois se passam por advogados para tentar recuperar a moeda, mas Dave e Wally fogem antes.

O filme transforma a dupla em peça de humor físico: comunicação truncada, leitura labial errada, barulho de sirene interpretado como música. A graça está justamente nas falhas de percepção que confundem os vilões, a polícia e o público.

Estreia e legado

Cegos, Surdos e Loucos chegou aos cinemas em novembro de 1989, embalado pela fama da parceria entre Gene Wilder e Richard Pryor, que já tinham trabalhado juntos em Chuva de Milhões dois anos antes.

A direção é de Arthur Hiller, responsável por dramas como Love Story - Uma História de Amor e pela comédia Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo Mas Tinha Medo de Perguntar. A escolha de Hiller para uma comédia pastelão chamou atenção na época.

O longa não faturou grande coisa nas bilheterias e não levou prêmios relevantes. Hoje é lembrado como um exemplar curioso do ciclo de buddy comedies dos anos 80, com um Kevin Spacey bem mais jovem no papel de vilão.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Gene Wilder e Richard Pryor sustenta o filme inteiro. As sequências de mal-entendido sensorial funcionam porque os dois dominam o timing de comédia física.

A presença de um Kevin Spacey pré-Oscar como vilão caricato é um extra curioso para o espectador de hoje.

Ponto fraco: o roteiro segura a piada por tempo demais. Há cenas que se arrastam antes de qualquer novo incidente, e o terceiro ato vira perseguição genérica sem grande inspiração.

O tom oscila entre comédia pastelão e suspense de espião sem se decidir, o que deixa a curva dramática meio murcha.

Curiosidades dos bastidores

  • A parceria entre Wilder e Pryor começou em Stir Crazy (1980) e gerou quatro filmes juntos até o fim da década de 80.
  • Kevin Spacey tinha cerca de 30 anos na época e ainda era conhecido principalmente por papéis teatrais em Nova York.
  • A premissa da moeda de supercondutor é apenas um pretexto para a perseguição; nenhum esforço sério é feito para explicar a física do objeto.

Perguntas frequentes

Cegos, Surdos e Loucos tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com a resolução do conflito central e não inclui cena extra após os créditos.

Cegos, Surdos e Loucos vale a pena assistir hoje?

Vale para quem gosta de comédia física e da dupla Wilder/Pryor. Quem prefere humor mais rápido ou narrativas mais afiadas pode achar o ritmo datado.

Quem dirige Cegos, Surdos e Loucos?

A direção é de Arthur Hiller, cineasta canadense conhecido por Love Story e outras comédias dos anos 70 e 80.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de buddy comedies dos anos 80: quem cresceu vendo duplas improváveis em fuga e gosta do estilo físico de Gene Wilder e Richard Pryor.
  • Curiosos da filmografia do Kevin Spacey: pessoas que mapeiam a carreira de atores antes do Oscar e querem ver o início em papéis de vilão B.
  • Amantes de comédia pastelão com trama: quem prefere humor físico apoiado em premissa de crime, e não em esquetes soltos.

Título original: See No Evil, Hear No Evil

País de origem: EUA

Data do lançamento: 09/11/1989

Diretor: Arthur Hiller

Principais atores: