Veja o trailer do filme Casablanca
O que é Casablanca?
Casablanca acompanha Rick Blaine (Humphrey Bogart), um expatriado americano que toca um badalado café na cidade marroquina de Casablanca durante a Segunda Guerra Mundial. Por trás das apostas e do piano, Rick opera uma rede clandestina que ajuda refugiados a escapar dos nazistas rumo aos Estados Unidos.
O eixo central é um triângulo amoroso. Quando Ilsa (Ingrid Bergman) reaparece no café pedindo ajuda para tirar o marido do país, Rick é obrigado a confrontar uma ferida aberta do passado. A direção de Michael Curtiz equilibra romance, suspense e dilemas morais em 102 minutos muito bem gastos.
Para quem gosta de drama com peso histórico e romance sem açúcar, é leitura obrigatória.
De 1942 até hoje: por que Casablanca não envelhece
Casablanca estreou em janeiro de 1943 nos Estados Unidos, em meio à própria Segunda Guerra, e ganhou três Oscars: Melhor Filme, Diretor (Curtiz) e Roteiro Adaptado. Na época, o estúdio Warner ainda tratava o projeto como B, mas o boca a boca transformou o longa em fenômeno de público e crítica.
Décadas depois, o filme segue listado entre os maiores da história em praticamente todas as listas internacionais. Entrou para o Registro Nacional de Filmes dos EUA e é presença fixa em universidades de cinema como estudo de montagem, ritmo de roteiro e construção de personagem.
Hoje, Casablanca vive em citações cotidianas. Frases como “We’ll always have Paris” e “Here’s looking at you, kid” continuam sendo usadas em séries, comerciais e memes, o que prova como o texto de Julius e Philip Epstein atravessou gerações sem precisar de adaptação forçada.
Vale o ingresso?
Ponto alto: O roteiro é cirúrgico. Cada cena adianta informação, cria tensão ou planta uma piada, sem gordura. A direção de Curtiz conduz o trio principal com timing preciso e a câmera sempre se posiciona onde o olhar precisa estar.
A química entre Bogart e Bergman não tenta ser bonita: é contida, áspera, e por isso funciona. O elenco de apoio entrega figuras memoráveis em poucos minutos, caso do Capitão Renault vivido por Claude Rains.
Ponto fraco: Quem espera um romance açucarado vai estranhar o tom de filme noir. A fotografia é propositalmente chapada em algumas cenas e a mixagem sonora original apresenta limitações óbvias para o ouvido de 2024.
Não é defeito, é marca de época. Mas vale saber antes de apertar o play.
Curiosidades de bastidor
- O roteiro nem previa quem ficaria com Ilsa no final. As filmagens avançavam com Bogart e Bergman ainda sem saber o desfecho da história.
- A famosa cena do brinde com “drinks on the house” foi improvisada para motivar o ator que aparece derramando o copo atrás de Rick.
- Vários figurantes do café eram refugiados europeus de verdade, contratados porque sabiam falar francês e alemão com sotaques autênticos.
Perguntas frequentes
Casablanca é baseado em uma história real?
Não. O roteiro foi escrito por Julius e Philip Epstein com Howard Koch, adaptado da peça não produzida “Everybody Comes to Rick’s”. A cidade de Casablanca, porém, era de fato um ponto real de passagem para refugiados na guerra.
Quantos Oscars Casablanca ganhou?
Três: Melhor Filme, Melhor Diretor (Michael Curtiz) e Melhor Roteiro Adaptado. Concorreu a oito categorias no total, incluindo Ator e Atriz.
Casablanca tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a famosa fala de Renault e os créditos começam em seguida. Quem busca a cena de despedida, ela está mesmo no diálogo final, não depois dele.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema clássico que já devoraram Sabrina e querem entender por que Curtiz virou referência do estúdio Warner.
- Quem curte dramas de guerra ambientados na Segunda Guerra, como o tenso Horas de desespero.
- Admiradores de Ingrid Bergman que querem conhecer a origem da atriz antes de assistir ao documentário Eu Sou Ingrid Bergman.
Título original: Casablanca
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 31/12/1999
Distribuidora: Sem Distribuidor
Diretor: Michael Curtiz
Principais atores: