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Blade Trinity

Blade Trinity

Fantasia Ação Duração: 1h 46min

Blade Trinity em poucas linhas

Blade (Wesley Snipes) é o caçador. Sempre foi. Neste terceiro filme, os vampiros mudam a estratégia: ressuscitam Drácula (Dominic Purcell) e, ao mesmo tempo, iniciam uma campanha difamatória para virar o FBI contra o meio-irmão diurno.

Para sobreviver, Blade se une aos Notívagos, um esquadrão de caçadores liderado por Abigail (Jessica Biel), filha de Whistler (Kris Kristofferson). O time ganha reforço inesperado de Hannibal King (Ryan Reynolds), um ex-vampiro com humor ácido, e da cientista Sommerfield (Natasha Lyonne), que é deficiente visual e produz as armas biológicas do grupo.

O roteiro escrito e dirigido por David S. Goyer joga os heróis contra Danica Talos (Parker Posey) e Drácula, num confronto final que decide o destino da raça vampírica.

Quando estreou e como é lembrado

Blade Trinity chegou aos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2005, aproveitando a janela de fim de ano nos EUA (estreia original em novembro de 2004).

Foi o capítulo final da trilogia que popularizou o crossover de ação e quadrinhos nas telonas, antes da hegemonia dos universos compartilhados. A bilheteria foi boa — cerca de US$ 128 milhões worldwide — mas a crítica recebeu o filme com frieza por seu roteiro confuso e a sensação de cansaço da franquia.

Hoje é lembrado como um filme datado, mas cultuado justamente pelo humor involuntário, pela presença marcante de Ryan Reynolds três anos antes de Deadpool, e como amostra do estilo fantasia sombria dos anos 2000. Não levou prêmios relevantes.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o Drácula de Dominic Purcell é subestimado e funciona melhor do que o marketing da época admitiu, e o trio Hannibal King, Sommerfield e Abigail tem química com Blade nas cenas de ação. Os confrontos com a matilha de vampiros de Danica Talos têm sangue estilizado bem coreografado.

Ponto fraco: o roteiro de Goyer é desorganizado. As regras do universo mudam conforme a conveniência da cena — luz solar, prata, ácidos — e o arco do FBI some no meio do filme. A produção também ficou marcada por conflitos nos bastidores que afetaram a entrega de Snipes, e isso se nota na tela.

No fim, é entretenimento descartável honesto. Não reinventa nada, mas entrega o que promete: caça a vampiros com estilo.

Curiosidades de bastidor

  • David S. Goyer escreveu os três roteiros da trilogia Blade, mas Trinity foi a única vez que ele também dirigiu um longa-metragem completo.
  • As cenas com a matilha de vampiros de Danica Talos usaram cães treinados modificados com próteses, e algumas sequências foram descartadas pela violência explícita para evitar classificação mais alta no MPAA.
  • Os conflitos entre Wesley Snipes e o diretor Goyer nos bastidores se tornaram lenda urbana do cinema de super-heróis, com relatos de atrasos e isolamento do ator no set durante as filmagens no Canadá.

Perguntas frequentes sobre Blade Trinity

Blade Trinity é o último filme da trilogia? Sim. É o terceiro e definitivo capítulo da saga iniciada em 1998, encerrando a história de Blade, Whistler e dos inimigos vampíricos que perseguiam o caçador desde o primeiro longa.

Blade Trinity tem cena pós-créditos? Não tem cena pós-créditos que avance a história. O longa termina sua narrativa principal antes dos créditos finais.

Blade Trinity se conecta com o universo Marvel? Não de forma direta. É um filme da New Line, anterior à reorganização dos direitos de Blade dentro da Marvel, e não compartilha continuity com o MCU.

Pra quem é este filme: