Veja o trailer do filme Vida

Vida

Sobre o que é Vida

Seis astronautas de diferentes nacionalidades vivem em uma estação espacial com a missão de analisar amostras de solo marciano. O que começa como uma descoberta científica histórica vira um pesadelo quando uma célula alienígena, batizada de Calvin, começa a se multiplicar de forma inteligente e hostil.

O roteiro se apoia no isolamento da estação e na regra de ouro de qualquer tripulação: a gravidade zero não perdoa erros. Quem já viu Donnie Darko vai reconhecer a inquietação de lidar com o inexplicável, mas aqui a ameaça é mais física, mais imediata.

É ficção científica com cara de suspense claustrofóbico, distante do otimismo de Contato ou Interestelar. O diretor Daniel Espinosa aposta menos no visual grandioso e mais no suor e na pressão psicológica.

Quando estreou e o que aconteceu depois

Vida chegou aos cinemas brasileiros em 20 de abril de 2017, distribuído pela Sony Pictures, com campanha forte que vendia a ideia de "o terror de Alien encontra a tripulação de Gravidade". A expectativa era alta por causa do elenco.

O filme custou cerca de 58 milhões de dólares e recuperou pouco mais de 100 milhões em bilheteria mundial, um resultado razoável, mas abaixo do esperado. A recepção crítica ficou morna: 66% no Rotten Tomatoes e 54 no Metacritic.

Hoje é lembrado principalmente por ter encerrado a fase "séria" de Ryan Reynolds antes do estouro de Deadpool, que pintou nas telas um ano antes. Também virou referência obrigatória em listas de terror espacial, ao lado de Alien e Pandorum.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a tensão cresce de forma orgânica, sem apelar para sustos baratos. A primeira metade é genuinamente angustiante, explorando o medo do desconhecido com inteligência. A fotografia usa os eixos da estação para desorientar o espectador junto com a tripulação.

Outro mérito é o elenco veterano, com Rebecca Ferguson e Jake Gyllenhaal dando peso dramático ao que poderia ser um filme B descartável.

Ponto fraco: o terceiro ato entrega a pior combinação possível para um suspense. O final é abruptamente frustrante, claramente arquitetado para uma continuação que nunca saiu do papel. Quem não gosta de histórias sem fechamento limpo vai sair incomodado.

O design de Calvin também decepciona quem esperava algo mais elaborado. A criatura é mais gosma hambúrguer do que xenomorfo, e o CGI não envelheceu bem.

Curiosidades de bastidores

  • O nome da criatura, Calvin, foi escolhido por meio de um concurso real entre estudantes, e o vencedor original foi Othman Almusfir, do Catar.
  • O diretor Daniel Espinosa recusou a oferta inicial de refilmagem de O Assassino, da Universal, para se dedicar ao projeto.
  • As cenas em gravidade zero foram filmadas em sets giratórios reais, sem muita ajuda de efeitos digitais, o que rendeu a sensação autêntica de peso desorientador.

Perguntas frequentes

Vida (2017) tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma abrupta e não há nenhuma cena extra durante ou depois dos créditos.

Vida é baseado em fatos reais?

Não. É uma obra de ficção original, embora se inspire em debates reais da astrobiologia sobre o que aconteceria se encontrássemos vida alienígena.

Vida tem continuação?

Apesar do final claramente aberto, a Sony nunca produziu uma sequência. O projeto foi engavetado após a recepção morna de público e crítica.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de suspense claustrofóbico estilo Gravidade e Aniquilação, que curtem tensão psicológica em vez de jump scares.
  • Quem acompanhou Ryan Reynolds na fase pré-Deadpool e gosta de comparar performances mais densas do ator, como em Animais Noturnos.
  • Entusiastas de ficção científica hard e soft, leitores de Arthur C. Clarke e fãs do ciclo de terror espacial dos anos 80.

Título original: Life

País de origem: EUA

Data do lançamento: 20/04/2017

Distribuidora: Sony Pictures

Diretor: Daniel Espinosa

Principais atores: