Bernardo e Bianca

Bernardo e Bianca

Sobre o que é Bernardo e Bianca

Dois camundongos. Uma missão impossível. Uma menina presa. Essa é a premissa de Bernardo e Bianca, longa de animação da Disney lançado em 1977.

A Sociedade de Proteção e Ajuda, uma espécie de ONU dos ratos, recebe uma garrafa com um pedido de socorro vindo de uma garota chamada Penny. Bianca, uma elegante camundonga húngara, se voluntaria para a missão. O problema: a cúpula do órgão não aceita que ela viaje sozinha.

A solução encontrada é engajar Bernardo, o tímido porteiro, que aceita a tarefa animado por uma paixão silenciosa pela colega. A dupla parte rumo ao pântano do Mississipi, onde descobre que o sequestro de Penny tem ligação com a excêntrica Madame Medusa e sua busca por um diamante gigante.

Estreia e legado do filme

Bernardo e Bianca chegou aos cinemas em junho de 1977, nos Estados Unidos, e entrou no circuito brasileiro no mesmo ano. Foi o primeiro longa da animação Disney produzido sem a presença de Walt Disney, que morrera em 1966.

O longa marca a retomada criativa do estúdio após anos de produções morno. O filme deu tão certo que rendeu uma sequência em 1990, Bernardo e Bianca II, também lembrada com carinho.

Entre os destaques técnicos, está a sequência de resgate no rio, com Penny fugindo da Medusa em um barco desgovernado. A cena é considerada uma das mais eletrizantes de toda a era clássica Disney, referência obrigatória para os animadores da geração seguinte. Em 2018, os personagens ganharam um cameo em As Peripécias de Um Ratinho nos cinemas com Mogli - O Menino Lobo (2020) e outras relançamentos, ampliando a base de fãs.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química entre Bernardo e Bianca é o motor da história. O contraste entre a doçura atrapalhada de Bernardo e a autoconfiança de Bianca rende diálogos afiados e situações de humor genuíno, mesmo hoje.

A direção de Wolfgang Reitherman, John Lounsbery e Art Stevens usa o escuro do pântano a favor da narrativa, criando uma atmosfera de aventura levemente gótica, diferente do que se via nas produções anteriores do estúdio.

Ponto fraco: Madame Medusa tropeça em caricatura em várias cenas. O exagero vocal de Geraldine Page como vilã gera situações que hoje soam datadas, ainda que tenham um charme involuntário para o público nostálgico.

O ritmo também é irregular. O segundo ato tem momentos de inércia, especialmente no orfanato, que podem testar a paciência de crianças menores.

Curiosidades dos bastidores

  • O roteiro foi baseado na série de livros infantis de Margery Sharp, publicados a partir de 1959, mas os produtores mudaram o cenário de Londres para os pântanos do Mississipi americano.
  • Madame Medusa foi inspirada em duas atrizes de Hollywood: Bette Davis e Mae West. Os animadores estudaram os maneirismos delas para dar vida à vilã mais exagerada do filme.
  • Foi a última animação Disney em que a equipe de animadores trabalhou usando a técnica tradicional de tinta e papel, antes da adoção massiva do xerografia, vista em A Guerra dos Dálmatas (1961).

Perguntas frequentes sobre Bernardo e Bianca

Bernardo e Bianca é baseado em livro?

Sim. O filme é uma adaptação livre da série de livros infantis The Rescuers, escrita por Margery Sharp a partir de 1959. O longa usa apenas o primeiro livro como ponto de partida e muda bastante o cenário original.

Qual é a classificação etária do filme?

Por ter algumas cenas de tensão, o longa é indicado para o público acima de 6 anos. O conteúdo é leve comparado a animações modernas, sem violência explícita ou temas adultos.

Bernardo e Bianca tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a cena final dos personagens seguindo para o resgate, seguida diretamente pelos créditos. Não há cenas extras após a rolagem final.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de animação clássica Disney que cresceram nos anos 1970 e 1980 e querem revisitar títulos da fase de recuperação do estúdio.
  • Pais e responsáveis que procuram um filme de animação leve para apresentar a A Bela Adormecida (2017) e outras relançamentos clássicos do catálogo.
  • Adultos que colecionam VHS e DVDs da era Disney e curtem descobrir os títulos menos óbvios, fugindo de 101 Dálmatas (2017) e Aristogatas.

Título original: The Rescuers

País de origem: EUA

Diretor: Art Stevens, John Lounsbery, Wolfgang Reitherman