Veja o trailer do filme A Bela Adormecida
O que é A Bela Adormecida e por que ele voltou às telas
A princesa Aurora nasce e o reino inteiro celebra. Três fadas bondosas — Flora, Fauna e Primavera — aparecem para conceder dons à recém-nascida, mas a festa é interrompida por Malévola, que lança uma maldição implacável: ao completar 16 anos, Aurora espetará o dedo em uma roca e cairá em sono eterno.
Primavera consegue amenizar o feitiço, transformando a morte em um sono reversível por um beijo de amor. Para proteger a menina, as fadas a escondem em uma cabana no bosque, onde ela cresce como Briar Rose, sem saber de sua origem real. O encontro com o príncipe Filipe muda tudo, e a profecia se cumpre exatamente como Malévola previra.
Trata-se de uma animação clássica da Disney, exibida em sessão especial nos cinemas, com a estética cuidada que marcou a era de ouro do estúdio. O filme mistura musical, dança e conto de fadas em proporções quase operísticas.
Estreia, legado e impacto cultural
Lançado originalmente em 1959 nos Estados Unidos, o filme foi baseado no conto dos irmãos Grimm e na versão de Charles Perrault. Sua produção enfrentou problemas internos e a morte de um dos animadores principais, o que atrasou o projeto por quase uma década.
Em 2017, ganhou uma reexibição especial nos cinemas brasileiros, em 1º de agosto, permitindo que novas gerações conhecessem a obra na tela grande. A sessão incluiu a versão dublada clássica e atraiu tanto famílias nostálgicas quanto admiradores da animação tradicional.
Foi indicado ao Oscar de Melhor Música e virou referência obrigatória para a história da animação no cinema. O visual, inspirado nos afrescos medievais e nas ilustrações de Eyvind Earle, influenciou títulos posteriores e continua sendo estudado em escolas de arte. O vilão Malévola, aliás, ganhou uma franquia própria em live-action, com Angelina Jolie no papel principal.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a sequência do balé no castelo, coreografada com influência direta de Tchaikovsky, é um dos momentos mais elegantes já produzidos pela Disney. A vilã Malévola carrega o filme nas costas — visualmente imponente, com voz marcante de Eleanor Audley.
Ponto alto: a paleta de cores saturadas e os cenários que parecem miniaturas de tapeçaria medievais funcionam como uma aula de design de produção animada.
Ponto fraco: a protagonista tem tempo de tela reduzido e quase nenhum arco próprio. O ritmo é lento para os padrões atuais, e os personagens secundários raramente ganham profundidade.
Ponto fraco: para quem espera a densidade narrativa de Cinderela ou o dinamismo de 101 Dálmatas, a história pode parecer arrastada em alguns trechos.
Curiosidades dos bastidores
- A produção original levou quase uma década para ser concluída, com a morte do animador veterano Ed Penner durante o processo.
- Malévola foi o último vilão da Disney animado inteiramente à mão, sem o auxílio do processo xerográfico introduzido em 101 Dálmatas.
- A sequência do balé foi supervisionada por Helene Stanley, que serviu de modelo para os movimentos de Aurora.
Perguntas frequentes sobre A Bela Adormecida
A Bela Adormecida tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com o despertar de Aurora e o casamento real, seguindo o encerramento clássico dos contos de fadas.
A Bela Adormecida é o mesmo filme da Disney de 1959?
Sim. A sessão em cartaz em 2017 foi uma reexibição especial da animação original, e não uma refilmagem ou continuação.
A classificação etária permite crianças pequenas?
Sim, a classificação é livre. O conteúdo não apresenta violência explícita e é recomendado para todas as idades.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animação clássica que colecionam edições restauradas e revêem os longas da era de ouro da Disney em sessões especiais.
- Apreciadores de ballet e música orquestral interessados em ver como a Disney adaptou Tchaikovsky para a linguagem animada.
- Pais e responsáveis que querem apresentar contos de fadas tradicionais aos filhos em uma versão visualmente rica e acessível.
Título original: Sleeping Beauty
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 01/08/2017
Diretor: Valery Ovsyanikov, Wolfgang Reitherman, Clyde Geronimi, Sergei Doudko, Igor K. Sergueev
Principais atores: