Veja o trailer do filme Babel
Sobre o que é Babel
Um tiro acidental disparado por dois meninos no Marrocos coloca em movimento uma cadeia de eventos que atravessa quatro países.
No ônibus atingido estão Richard e Susan, casal americano em crise. Em San Diego, a babá mexicana Amelia cuida dos filhos do casal. Em Tóquio, um pai viúvo tenta se reaproximar da filha adolescente surda.
O filme costura esses fios com a assinatura do diretor Alejandro González Iñárritu, em mais uma narrativa entrelaçada de impacto global.
Quando estreou e por que ainda importa
Babel chegou aos cinemas brasileiros em 19 de janeiro de 2007, como a conclusão da chamada "trilogia da morte" de Iñárritu, iniciada com Amores Brutos e 21 Gramas.
A produção foi indicada a sete categorias no Oscar 2007, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante para Rinko Kikuchi, que se tornou a primeira atriz japonesa indicada ao prêmio em quase cinquenta anos.
Também faturou a estatueta de Melhor Trilha Original com Gustavo Santaolalla. Foi o segundo ano seguido em que o compositor argentino venceu a categoria, após O Segredo de Brokeback Mountain.
Hoje é lembrado como um dos dramas multilíngues mais influentes dos anos 2000, citado sempre que se discute cinema de narrativas paralelas e conexões invisíveis entre pessoas distantes.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a edição que costura as quatro histórias é precisa, e a fotografia de Rodrigo Prieto transforma o deserto marroquino, a fronteira mexicana e Tóquio em universos visuais próprios.
O elenco entrega atuações contidas e crueis, com destaque para Adriana Barraza, que sustenta sozinha longos trechos carregados de tensão.
Ponto fraco: o terceiro ato perde fôlego. A linha japonesa, a mais poética do roteiro, é também a que menos convence na resolução, e o episódio mexicano escorrega para situações-limite que beiram o melodrama.
Quem busca conforto narrativo vai se frustrar. O filme aposta em desconforto, silêncio e ambiguidade.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro circulou pela indústria de Hollywood por anos antes de Iñárritu assumir a direção, tendo sido recusado por vários diretores que o consideravam "inproduzível".
- A escalação de Rinko Kikuchi como a adolescente surda Chieko foi polêmica no Japão, onde críticos questionaram uma atriz ouvinte no papel.
- As cenas no Marrocos foram gravadas em vilarejos remotos, com a produção tendo que improvisar locações em meio a dificuldades logísticas e de comunicação com as comunidades locais.
Perguntas frequentes
Babel tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais de Babel rolam sobre imagens e a trilha de Gustavo Santaolalla, sem nenhuma cena adicional.
Babel é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficcional, embora se inspire em casos reais de erros de interpretação entre povos de culturas diferentes que tiveram consequências trágicas.
Babel é sequência de outro filme de Iñárritu?
Não é sequência direta, mas integra a "trilogia da morte" do diretor, junto com Amores Brutos (2000) e 21 Gramas (2003), unidos por temas de fatalidade, acaso e destinos cruzados.
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama de autor que valorizam roteiro de múltiplos pontos de vista, no estilo de O Regresso e outras obras de Iñárritu.
- Interessados em cinema sobre globalização, barreiras linguísticas e como um fato isolado conecta desconhecidos do outro lado do mundo.
- Quem curte suspense de atmosfera, onde a tensão vem do contexto social e não de reviravoltas espetaculares.
País de origem: França
Data do lançamento: 19/01/2007
Distribuidora: PARAMOUNT PICTURES
Diretor: Alejandro González Iñárritu
Principais atores: