Veja o trailer do filme Atrás das Linhas Inimigas
Do cockpit ao chão inimigo
Chris Burnett é um aviador naval talentoso, do tipo que se mete em encrenca por se recusar a ficar de boca fechada. Durante uma missão de reconhecimento nos Bálcãs, ele flagra algo que não devia e, em segundos, troca o céu aberto por um acidente que o deixa caído em meio a uma zona de guerra.
A partir daí, vira caça. Do outro lado do rádio, o almirante Reignart tenta montar um resgate sem disparar a Terceira Guerra Mundial. O que era para ser uma missão rápida vira um jogo de gato e rato no gelo, com um protagonista forçado a virar soldado de verdade.
Dirigido por John Moore e estrelado por Owen Wilson e Gene Hackman, o longa mistura ação militar e drama psicológico em proporções quase iguais.
Um filme-soldado dos anos 2000
Lançado em janeiro de 2002 pela Fox, Atrás das Linhas Inimigas chegou aos cinemas pouco depois dos ataques de 11 de setembro, em um momento em que Hollywood redescobriu os filmes de guerra ambientados em conflitos reais.
A produção foi um sucesso de bilheteria moderado, sustentada pelo carisma de Wilson e pela presença de Hackman, à época já consolidado como um dos grandes atores de Hollywood. Embora não tenha ganhado Oscars ou marcado presença em festivais, cravou seu lugar no cardápio de guerra e ação do início dos anos 2000.
Hoje, é lembrado como um exemplar típico daquela leva de filmes de tensão geopolítica com vilões sérios e heróis improváveis, ao lado de títulos como O novato e Gênios do crime.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o ritmo. A montagem alterna Burnett fugindo no terreno inimigo com Reignart tocando o pânico no comando militar, e o filme quase não respira. Funciona bem como entretenimento rápido de uma tarde chuvosa.
Ponto alto também: a dobradinha Owen Wilson e Gene Hackman. Ver o ator de comédias como Armageddon interpretar um piloto acuado dá uma textura interessante ao papel.
Ponto fraco: o roteiro. A construção do vilão, interpretado por Vladimir Mashkov, beira a caricatura, e os flashbacks sentimentais tentam emular dramas de guerra mais maduros sem chegar lá. Algumas decisões de Burnett também soam convenientes demais.
Ponto fraco ainda: a geopolítica. O conflito dos Bálcãs é tratado como pano de fundo, e o longa se preocupa mais com a estética militar do que com qualquer reflexão mais densa.
Curiosidades de bastidor
- As filmagens foram feitas em locações na Eslováquia, Croácia e Reino Unido, com a equipe tendo que lidar com temperaturas negativas de verdade para os cenários nevados.
- O longa inspirou uma franquia direta para vídeo, com três sequências lançadas entre 2006 e 2009.
- A trilha sonora, assinada por Don Davis, foi gravada em parte com a Orquestra Filarmônica Tcheca, em Praga.
Perguntas frequentes
Atrás das Linhas Inimigas é baseado em fatos reais?
Não. O roteiro é ficcional, embora se inspire no clima geopolítico da guerra nos Bálcãs nos anos 1990. Não há um aviador americano como Burnett com essa história específica.
O filme tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais começam logo após o desfecho da narrativa, sem cenas extras. Não vale esperar sentado.
Atrás das Linhas Inimigas é bom?
É um filme honesto de ação militar. Não é um clássico, mas entrega tensão, duas boas atuações e funciona como entretenimento sem compromisso para quem curte o gênero.
Pra quem é este filme:
- Fãs de filmes de guerra ambientados em conflitos reais, especialmente os da virada do milênio, e que curtem Horas de desespero e Invasão de privacidade.
- Quem gosta de ação militar com cara de documentário, com heróis improváveis sendo caçados por exércitos em territórios hostis.
- Admiradores de Gene Hackman que querem ver o ator em um papel de oficial duro e reativo, mais próximo de Duro de Matar: Um bom dia para morrer.
Título original: Behind Enemy Lines
País de origem: EUA
Data do lançamento: 18/01/2002
Distribuidora: Fox
Diretor: John Moore
Principais atores: