Veja o trailer do filme AS RUAS
AS RUAS
Do que se trata As Ruas
Em Puerto Pirámides, pequena cidade da Patagônia argentina, as ruas simplesmente não têm nome. A professora Julia decide resolver isso junto dos alunos da única escola local.
O projeto é simples na proposta e ambicioso no alcance: mapear a cidade a partir das histórias de quem mora ali. Luna, Eli, Maxi, Renzo e Juan saem pelas vias sem placa para entrevistar vizinhos, pescadores e trabalhadores rurais.
O que começa como exercício escolar vai revelando camadas inesperadas. O mar, os antigos moradores, as costas marítimas e o ofício de quem depende da pesca aparecem como protagonistas silenciosos dessa travessia.
Dirigido por María Aparicio, o longa cruza documentário, drama e elementos de ficção para construir um retrato afetuoso da comunidade.
Quando estreou e o que aconteceu depois
As Ruas chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, com distribuição limitada e foco em salas de arte. O longa integra o circuito de cinema argentino autoral que costuma circular por festivais universitários e mostras temáticas.
Com 81 minutos de duração, o filme aposta em uma narrativa contemplativa, sem pressa. A proposta dialoga com obras que tratam memória coletiva e educação, como O Limoeiro Real.
Hoje, permanece como peça de nicho, descoberta por quem se interessa por cinema latino-americano contemporâneo e por retratos sensíveis de comunidades pequenas.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a maneira como María Aparicio transforma uma ideia simples em um inventário emocional da Patagônia. As entrevistas com moradores antigos funcionam como pequenos poemas orais.
A fotografia das costas de Puerto Pirámides tem peso de protagonista, e a trilha sonora discreta respeita o silêncio do lugar.
Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento, o que pode afastar quem espera conflito dramático ou reviravolta. A narrativa pede paciência.
Também pesa a escassez de distribuição no Brasil, o que torna o acesso físico mais difícil do que o desejo de assistir.
Curiosidades de bastidores
- As filmagens aconteceram na própria Puerto Pirámides, com moradores reais participando de entrevistas e cenas do cotidiano.
- O título original, Las Calles, faz um jogo com a ausência de nomes nas ruas, que é o motor narrativo do longa.
- A diretora María Aparicio integra a nova geração de cineastas argentinas que trabalham na fronteira entre documentário e ficção.
Perguntas frequentes
As Ruas é documentário ou ficção?
É um híbrido. María Aparicio parte de uma situação real (as ruas sem nome de Puerto Pirámides) e encena com moradores e atores um percurso de pesquisa escolar, misturando documentário, drama e ficção.
Onde o filme se passa?
Na cidade de Puerto Pirámides, na Patagônia argentina, península de Valdés, conhecida pela pesca e pela fauna marinha.
Qual a duração e a classificação de As Ruas?
São 81 minutos de duração, com classificação livre, indicado para sessões que valorizam cinema contemplativo.
Vale a pena assistir As Ruas?
Vale se você curte cinema argentino de arte, narrativas sobre educação e retratos de comunidades pequenas. Não vale se você prefere filmes de ritmo acelerado ou com conflito dramático central.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema argentino autoral e mostras de arte que valorizam observação em vez de plot twists.
- Interessados em documentários sobre educação, memória coletiva e comunidades litorâneas.
- Leitores de crônicas de viagem e admiradores de paisagens patagônicas, que reconhecem no filme um mapa afetivo da região.
Título original: LAS CALLES
País de origem: ARGENTINA
Data do lançamento: 16/03/2017
Diretor: María Aparicio
Principais atores: