Veja o trailer do filme Alta Velocidade

Alta Velocidade

Alta Velocidade

Alta Velocidade — a premissa

Imagine perder o brio por algo que você ama mais do que tudo. Foi o que aconteceu com Jimmy Blye, piloto novato da Fórmula Indy que começou talentoso e foi afundando em derrotas, foco perdido e pressão de um irmão que vê a carreira dele como vitrine própria.

Para tirar o garoto do buraco, o dono da escuderia, Burt Reynolds como Carl Henry, contrata um velho conhecido: Joe Tanto, vivido por Sylvester Stallone. Ex-piloto, Tanto carrega no corpo e na cabeça um acidente que quase o matou — e quase matou outro piloto também.

Para complicar, a ex-esposa Cathy (Gina Gershon) reaparece na vida dele casada com Memo Moreno, o rival número 1 nas pistas. A direção é de Renny Harlin, especialista em ação nos anos 90.

Estreia e legado

Alta Velocidade chegou aos cinemas em 2001, produzido entre Canadá e EUA. Chegou ao Brasil com o título local, sem grandes campanhas de marketing.

A recepção foi fria: crítica morno no Rotten Tomatoes e público pouco engajado nas bilheterias. Stallone viveu ali uma fase de aposta em projetos autorais de nicho depois de Os Mercenários.

Hoje é lembrado como uma curiosidade cult para quem curte automobilismo no cinema e a filmografia irregular de Stallone. Raramente aparece em listas de melhores filmes de corrida, mas tem fãs que defendem as cenas de pista como bem coreografadas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: as cenas de corrida. Harlin filma os carros com trabalho decente de câmera e montagem, dando sensação de velocidade real. Stallone convence como piloto veterano, especialmente nas cenas de bastidores e nos treinos.

O elenco de apoio também ajuda. Til Schweiger surge com carisma e Burt Reynolds rouba cenas toda vez que aparece.

Ponto fraco: o roteiro é previsível demais. O triângulo amoroso com a ex-esposa do protagonista soa gasto, e os diálogos expositivos explicam demais o que o público já entendeu.

O terceiro ato cai em soluções melodramáticas que enfraquecem o tom esportivo.

Curiosidades de bastidores

  • Stallone também co-escreveu o roteiro, marca registrada dele em projetos pessoais da época.
  • As cenas de corrida misturam filmagens reais em circuitos da CART com close-ups em estúdio, técnica comum no automobilismo cinematográfico da época.
  • Cristián de la Fuente fez testes reais com carros de fórmula para garantir naturalidade nas cenas em pista.

Perguntas frequentes

Alta Velocidade é baseado em fatos reais?

Não. A história é ficção, embora use elementos reais do universo da Fórmula Indy, como circuitos, equipe e a cultura de paddock.

Qual é a duração de Alta Velocidade?

O filme tem cerca de 1h57 de duração.

Alta Velocidade tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina de forma convencional, sem teaser ou gancho no final dos créditos.

Pra quem é este filme: