A Serviço de Sara

A Serviço de Sara

Do tribunal para a estrada

A Serviço de Sara começa como um drama de divórcio e termina como road movie pastelão. Elizabeth Hurley interpreta Sara Moore, uma socialite que sai do tribunal de Nova York com quase nada no bolso depois de uma decisão surpresa contra ela.

O plano de virar a mesa vem do advogado Joe Tyler, vivido por Matthew Perry, que propõe cruzar o país atrás do marido fujão antes que o acordo seja finalizado. O que era só estratégia jurídica vira uma viagem de motéis ruins, confusões em pequenos towns e jogos de cintura entre os dois.

Para quem gosta de comédia leve com pegada de estrada, o filme acerta na premissa. Quem espera crítica social ou romance profundo, vai sair frustrado.

Um filme que viveu o auge do humor dos anos 2000

Lançado em 2002, A Serviço de Sara chegou aos cinemas americanos em agosto e fez uma campanha discreta de divulgação, surfando na popularidade de Matthew Perry fora de Friends. A bilheteria foi morna: abriu em quinto lugar e mal passou dos 17 milhões de dólares worldwide contra um orçamento estimado em 29 milhões.

A recepção crítica foi dura. Rotten Tomatoes cravou o filme em território de tomate podre, com a imprensa chamando o roteiro de preguiçoso e a química entre os protagonistas de artificial. A Variety definiu como "comédia que confunde barulho com graça".

Apesar do fracasso comercial, o longa virou peça de nostalgia para quem cresceu vendo locadora nos anos 2000. Hoje é lembrado mais como curiosidade no currículo de Amy Adams, que faz uma participação pequena no início da carreira, do que pelos próprios méritos.

Não levou nenhum prêmio relevante. Tampouco disputou. Ficou mesmo é na gaveta de comédias esquecidas que sobrevivem em sessão da tarde.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a dupla de capangas Tony e Eddie, vividos por Cedric the Entertainer e Vincent Pastore. Eles funcionam como o alívio cômico real do filme, roubando as poucas cenas em que aparecem com timing de comédia física bem calibrado.

Ponto fraco: o terceiro ato perde fôlego. As piadas sobre brechas legais se repetem, o arco romântico entre Sara e Joe soa preguiçoso e o desfecho tenta resolver tudo com correria e gritaria.

Para passar o tempo, vale. Para esperar mais que um passatempo leve, prepare o controle remoto.

Curiosidades dos bastidores

  • O roteiro original se chamava Why Me? e foi rejeitado por vários estúdios antes de virar Serving Sara nas mãos do diretor Reginald Hudlin.
  • Amy Adams aparece como uma funcionária do cartório logo na primeira sequência. É uma de suas primeiras aparições em Hollywood, anos antes de Os Fantasmas de Scrooge e Mulher-Maravilha.
  • Bruce Campbell filmou suas cenas em poucos dias no Texas, e o diretor admitiu em entrevista que várias de suas falas foram improvisadas no set.

Perguntas frequentes

A Serviço de Sara tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina em fade to black logo após o desfecho da road trip, sem nenhuma sequência extra durante ou depois dos créditos.

Qual é a classificação etária do filme?

O longa foi classificado como não recomendado para menores de 12 anos no Brasil, por causa de humor com insinuação sexual, violência leve e linguagem adulta.

A Serviço de Sara está disponível em streaming?

A disponibilidade muda conforme a plataforma e o país. Consulte a aba de streaming logo abaixo desta página para ver em qual serviço o filme está incluído no catálogo neste momento.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Matthew Perry que querem ver o ator testando o registro cinematográfico fora do sofá da NBC.
  • Quem curte road movies atrapalhadas no estilo de Fargo e 17 Outra Vez, com humor físico e mal-entendidos em série.
  • Caçadores de participações especiais nostálgicas, especialmente quem acompanha a filmografia inicial de Amy Adams.