Veja o trailer do filme A Mulher Mais Odiada dos Estados Unidos
A Mulher Mais Odiada dos Estados Unidos
Sobre o que é o filme
O longa acompanha a vida de Madalyn Murray O'Hair, interpretada por Melissa Leo, uma das mulheres mais polêmicas da história recente dos Estados Unidos.
Nos anos 1960, ela entra na Justiça para tirar a leitura obrigatória da Bíblia das escolas públicas e acaba provocando um terremoto cultural.
A vitória no tribunal lhe rende o título de "a mulher mais odiada da América". A partir daí, o filme mostra o custo pessoal que ela paga por se posicionar contra o establishment religioso do país.
O roteiro cruza duas linhas do tempo: a batalha judicial e o desaparecimento misterioso que marcou a sua vida nos anos 1990.
A direção de Tommy O'Haver aposta no tom sóbrio, com drama de tribunal mesclado a thriller existencial.
Estreia e legado
O filme chegou ao catálogo da Netflix em 24 de março de 2017, sem passagem relevante por salas de cinema no Brasil. O título em inglês, The Most Hated Woman In America, já dá o tom provocativo da produção.
Apesar de não ter marcado as premiações (ficou fora do Oscar, Cannes e Globo de Ouro), o longa encontrou público justamente por debater um tema ainda atual: o embate entre Estado e religião nas escolas.
Hoje, é lembrado como uma curiosidade biográfica sobre uma figura que a maioria dos americanos aprendeu a detestar e poucos conhecem de verdade.
Madalyn virou até verbete em discussões sobre laicidade, sendo citada por ativistas e também por seus detratores.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Melissa Leo entrega uma Madalyn intransigente, carismática e humana ao mesmo tempo, sustentando cenas de tribunal longas sem perder força.
O roteiro também acerta ao não transformá-la em santa: ela é contraditória, egocêntrica e vulnerável.
Juno Temple rouba as cenas em que aparece e dá ao filme um respiro emocional bem-vindo.
Ponto fraco: a reconstrução de época é econômica demais e a segunda metade, que lida com o sequestro e assassinato, é apressada e didática.
Algumas transições entre os anos 1960 e 1990 soam truncadas, como se o filme quisesse cobrir demais em apenas 91 minutos.
Curiosidades
- O caso real Murray v. Curlett (1963) foi o que unificou decisões anteriores e abriu caminho para a derrubada da leitura bíblica obrigatória nas escolas públicas dos EUA.
- Madalyn Murray O'Hair desapareceu em 1995 junto com o filho e a neta, e o caso só foi esclarecido anos depois, quando o sequestrador foi preso.
- Melissa Leo, conhecida por O Voo e pelo Oscar por A Grande Aposta (2016, no papel de personagem em outro longa), já tinha experiência em retratar figuras reais excêntricas.
Perguntas frequentes
A Mulher Mais Odiada dos Estados Unidos é baseado em fatos reais?
Sim. O filme é uma biografia livre de Madalyn Murray O'Hair, cobrindo o caso na Suprema Corte e o desaparecimento da família nos anos 1990.
Onde assistir A Mulher Mais Odiada dos Estados Unidos?
O longa foi distribuído pela Netflix e costuma estar disponível no catálogo brasileiro da plataforma. Confirme na programação logo abaixo.
Qual é a classificação indicativa do filme?
A produção não foi classificada formalmente pelo sistema brasileiro, mas trata temas pesados como sequestro, violência e crítica religiosa. Recomenda-se avaliação dos pais ou responsáveis para menores.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas biográficos como Snowden - Herói ou traidor e Mark Felt - O Homem que Derrubou a Casa Branca, que curtem figuras históricas controversas vistas por um ângulo humano.
- Quem se interessa por discussões sobre laicidade, fanatismo religioso e liberdade de expressão, temas cada vez mais quentes no debate público.
- Espectadores que procuram drama de personagem com protagonismo feminino forte, imperfeito e nada confortável.
Título original: The Most Hated Woman In America
País de origem: EUA
Distribuidora: Netflix
Diretor: Tommy O'Haver
Principais atores: