Veja o trailer do filme Mark Felt - O Homem que Derrubou a Casa Branca

Mark Felt - O Homem que Derrubou a Casa Branca

Mark Felt - O Homem que Derrubou a Casa Branca

10 Drama Biografia Suspense Duração: 1h 43min

Mark Felt: o informante por trás do Watergate

Antes de virar filme, o caso Watergate já virou aula de jornalismo, capítulo de livro e meme de internet. Mark Felt - O Homem que Derrubou a Casa Branca parte exatamente desse ponto: contar quem era o homem que ficou conhecido por décadas apenas como Garganta Profunda.

A trama acompanha o agente do FBI que, nos bastidores, alimentou os repórteres do Washington Post com pistas que desmontaram a administração Nixon. O longa, dirigido por Peter Landesman, prefere o tom de drama institucional a de thriller escancarado.

Para quem gosta de biografia política e clima de conspiração real, é um prato cheio. Para quem espera ação na medida de Batman Vs. Superman ou efeito especial de Homem de Aço, é melhor ajustar a expectativa.

Estreia e legado

Mark Felt chegou aos cinemas brasileiros em 26 de outubro de 2017, em meio a um calendário competitivo e sem grande estardalhaço de marketing. A Diamond Films distribuiu o título no país, apostando no nome de Liam Neeson para puxar o público.

O longa dialoga com um ciclo saudável de filmes políticos e investigativos, próximo de títulos como Trumbo: Lista Negra e Um Homem Entre Gigantes. Esse tipo de cinema raro nas telas grandes brasileiras, e por isso merece atenção quando aparece.

Com o tempo, o filme se consolidou como peça menor, mas curiosa, para quem quer entender os bastidores do Watergate sem ler uma enciclopédia. Fica mais como registro histórico bem intencionado do que clássico instantâneo.

Vale o ingresso?

O ponto alto é Liam Neeson em modo oposto ao que o público conhece: nada de mocinho socando vilão, mas um funcionário público de fala mansa, ético até o osso e psicologicamente esgotado.

A reconstituição de época é caprichada, com direito a carros antigos, ternos amarelados e gabinetes forrados de madeira. Sente-se o cheiro de fumaça de cigarro da era Nixon.

O ponto fraco é o ritmo: o filme aposta em exposição constante, quase didática, e o espectador menos familiarizado com Watergate pode se perder em nomes, siglas e procedimentos do FBI.

Quem busca adrenalina de suspense tradicional pode achar o andamento burocrático demais. É um filme de processo, não de reviravolta.

Curiosidades de bastidores

  • O diretor Peter Landesman é ex-repórter investigativo do New York Times, e parte da pesquisa veio de entrevistas que ele mesmo conduziu com agentes do FBI da época.
  • Mark Felt revelou publicamente ser o Garganta Profunda apenas em 2005, mais de três décadas depois do escândalo, em entrevista à revista Vanity Fair.
  • Antes de Neeson, o papel chegou a ser oferecido a outros atores, mas o projeto só deslanchou quando o diretor escalou um protagonista de peso dramático e não apenas rosto de ação.

Perguntas frequentes

Mark Felt é baseado em fatos reais?

Sim. O filme é inspirado no livro autobiográfico do próprio Mark Felt e reconstrói, com alguma licença dramática, o papel dele como informante do Washington Post durante o escândalo de Watergate.

Qual é a duração do filme Mark Felt?

São 103 minutos, pouco mais de uma hora e quarenta, ritmo compatível com o estilo de drama político de procedimento.

Mark Felt tem cena pós-créditos?

Não. O filme encerra sua narrativa antes dos créditos finais e não traz cena extra após eles, então dá para levantar da poltrona assim que a tela escurece.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema político e dramas institucionais americanos, do tipo All the President's Men.
  • Leitores de história dos EUA e do jornalismo de investigação, interessados em entender como o Watergate desmontou Nixon nos bastidores.
  • Admiradores de Liam Neeson que querem vê-lo fora da zona de ação e encarar um personagem adulto, reservado e moralmente complexo.