A Mão Assassina

A Mão Assassina

O que é A Mão Assassina

Em A Mão Assassina (Idle Hands, 1999), o roteirista Terri Hughes Burton e o diretor Rodman Flender transformam um pesadelo adolescente em comédia de terror com pose deploitation.

A premissa é absurda e irresistível: o moleque que só queria ficar deitado no sofá vê a própria mão direita ganhar consciência e sair matando gente no bairro.

A produção mistura terror slasher, humor stoner e crítica suburbana com trilha sonora que vai de The Offspring a Rob Zombie.

Quando estreou e por que virou cult

Lançado nos EUA em 30 de abril de 1999, A Mão Assassina estreou no Brasil direto em home video, no fim daquele mesmo ano.

Foi um fracasso de bilheteria vergonhoso para a Columbia Pictures, rendendo pouco mais de 4 milhões de dólares contra orçamento estimado em 25 milhões.

A crítica especializada na época achou o filme raso e barulhento. Mas a geração que cresceu alugando DVDs nas locadoras adotou a fita como cult absoluto.

Hoje é citado em listas de melhores terror-comédia dos anos 90, junto de títulos como Gasparzinho e o humor nonsense de Uma Saída de Mestre.

É o tipo de filme que aparece em camisetas, tatuagens e threads intermináveis no Reddit sobre trash movies oitentistas e noventaistas.

Vale o ingresso?

Ponto alto: O carisma de Seth Green como Mick e Elden Henson como Pnub transforma o filme. As piadas funcionam e os efeitos de gore práticos da mão realmente impressionam, com direito a dedo do meio autônomo protagonista.

Ponto fraco: O terceiro ato pisa no freio criativo. A história aposta em um plot twist sobrenatural que soa deslocado em relação ao tom nonsense do começo, e a resolução sentimental com Molly parece vinda de outra fita.

Também pesa o ritmo: o miolo arrasta entre uma morte e outra. Ainda assim, é sessão da meia-noite obrigatória para quem curte terror com humor.

Curiosidades dos bastidores

  • A mão assassina foi criada pelo mestre de efeitos Robert Kurtzman, cofundador da KNB EFX, mesmo estúdio por trás do gore de Kill Bill: Volume 1 e Volume 2.
  • The Offspring contribuiu com duas músicas na trilha sonora, incluindo a tocada na cena final pós-créditos, que ajudou a fixar o filme na memória da geração MTV.
  • Fred Willard, ícone do mockumentary, interpreta o pai de Anton em uma participação curta, adicionando um toque de comédia involuntária à carnificina.

Perguntas frequentes sobre A Mão Assassina

A Mão Assassina é baseado em livro?

Não. O roteiro é original de Terri Hughes Burton e Ron Milbauer, e foi rejeitado por vários estúdios antes da Columbia aceitar a produção em 1998.

A Mão Assassina tem cena pós-créditos?

Sim. Após os créditos finais rola uma cena curta com a banda The Offspring tocando no porão da casa de Anton, em uma referência direta ao universo musical que embalou o filme.

A Mão Assassina é terror ou comédia?

É terror-comédia, com fortes doses de humor negro, gore escrachado e piadas sobre drogas, na mesma vibe trash de obras como O Exorcismo de Molly Hartley e o terror cômico dos anos 90.

Qual a classificação etária do filme?

Nos EUA o filme recebeu classificação R (restrito) por violência, gore, drogas, linguagem e nudez. No Brasil, segue a mesma linha de recomendação para maiores de 18 anos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de terror trash e slasher dos anos 90 que cresceram devorando fitas da Blockbuster e colecionam edições em VHS.
  • Apaixonados por humor ácido, cultura stoner e comédias de terror com gore exagerado à la Peter Jackson, mas sem o drama de O Senhor dos Anéis.
  • Quem curte nostalgia do final dos anos 90: grunge, posters do Sublime na parede, e ainda escuta The Offspring no repeat.