Veja o trailer do filme A Hospedeira

A Hospedeira

A Hospedeira

O que esperar do filme

Num futuro onde a Terra foi colonizada por alienígenas pacíficos chamados almas, a humanidade vive controlada por parasitas que prometem um mundo sem fome e sem violência. A ideia parece boa, mas tem um preço: corpos ocupados e identidades apagadas.

É nesse cenário que entra Melanie Stryder, uma humana resistente que se recusa a sumir. Ela se sacrifica para salvar o irmão mais novo, Jamie, e é capturada. No lugar dela, entra Peregrina, uma alma curiosa que herda um problema inesperado: a consciência de Melanie continua viva dentro do próprio corpo, e não vai embora.

O longa mistura ficção científica, romance e ação num tripé instável. Para entender a proposta completa, vale olhar a carreira de quem assina a direção: Andrew Niccol, o mesmo roteirista de O Show de Truman e Gattaca. O estilo autoral dele está lá, mas desta vez soa diluído.

Estreia e legado

A Hospedeira chegou aos cinemas brasileiros em 29 de março de 2013, distribuído pela Imagem Filmes. Chegou como aposta ambiciosa: era a primeira incursão da autora Stephenie Meyer no cinema fora da saga Crepúsculo, com orçamento de cerca de 40 milhões de dólares.

O resultado financeiro foi mediano e a crítica foi impiedosa. No Rotten Tomatoes, a aprovação girou em torno de 9% entre os principais veículos. Sites como Metacritic cravaram notas baixas, acusando o filme de pieguice e visual genérico.

Hoje, é lembrado mais como curiosidade pop do início dos anos 2010, junto a adaptaçõesjuvenis como Eu Sou o Número Quatro e O Preço do Amanhã. Cultuado não é o termo certo, mas tem público fiel entre fãs de distopia romântica.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química de Saoirse Ronan segurando um papel duplo nada fácil. Ela briga com ela mesma, e essa tensão interna é a melhor parte do filme. Os cenários de deserto e esconderijos humanos também têm texturas bonitas.

Ponto fraco: o roteiro empurra romance demais num filme que pedia dilema moral. Os triângulos amorosos se acumulam de forma forçada, e a vilã Diane Kruger é desperdiçada. O ritmo oscila entre correria e pieguice.

Curiosidades dos bastidores

  • O livro original de Stephenie Meyer foi lançado em 2008 como o primeiro projeto fora de Crepúsculo, e a autora chegou a ser cotada para dirigir.
  • Andrew Niccol refilmou a cena da caverna várias vezes porque Saoirse Ronan insistia em fazer suas próprias cenas de ação.
  • O visual das almas, com olhos prateados, exigiu lentes de contato especiais que limitavam a visão dos atores em set.

Perguntas frequentes

A Hospedeira tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com uma resolução clara e não há cena extra durante ou depois dos créditos finais.

A Hospedeira é bom ou ruim?

É um filme divisivo. Para fãs de distopia romântica adolescente pode funcionar, mas a crítica especializada e o público em geral consideram mediania. Tem boas ideias e execução irregular.

A Hospedeira é baseado em qual livro?

No romance de mesmo nome publicado por Stephenie Meyer em 2008. A autora de Crepúsculo escreveu a história em apenas três meses.

Qual a classificação etária de A Hospedeira?

12 anos, indicado para adolescentes e público acima dessa faixa.

Quem dirige A Hospedeira?

Andrew Niccol, diretor de Gattaca, O Senhor da Guerra e In Time. Ele é conhecido por ficções científicas com questionamentos éticos, o que conecta o filme ao restante da filmografia do cineasta.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de distopia YA dos anos 2010 que não se cansam do estilo Stephenie Meyer.
  • Quem curte filmes com dilema de identidade, ocupação alienígena e perguntas sobre consciência.
  • Espectadores que gostam de romance em cenário apocalíptico, mesmo com lógica questionável.