Veja o trailer do filme A Fúria do Dragão

A Fúria do Dragão

A Fúria do Dragão

O filme em resumo

Em 1972, Bruce Lee finalmente ganhou a chance de carregar um filme nas costas. A Fúria do Dragão é exatamente isso: o primeiro longa em que ele comanda a história de ponta a ponta, sem dividir o protagonismo com ninguém.

Chen Jun volta à escola Jingwu, em Xangai, e encontra a pior das notícias: seu mestre foi assassinado. O roteiro costura a investigação desse crime com o clima pesado que a cidade vivia no início do século XX, quando estrangeiros controlavam partes do território chinês e a humilhação nacional era diária.

O filme mistura ação, drama e artes marciais em uma trama que coloca o herói contra quadrilha local, polícia corrupta e rivais estrangeiros. É a matriz do que viria a seguir em Operação Dragão e no curta de Jogo da Morte.

Estreia e legado

Chegou aos cinemas de Hong Kong em 21 de março de 1972, no mesmo ano em que Bruce Lee explodiria de vez com O Voo do Dragão e Operação Dragão.

Para dimensionar o impacto: foi a partir deste longa que o Jeet Kune Do começou a virar moda entre jovens do mundo todo, e Hollywood percebeu que asiático protagonista também vendia ingresso.

Hoje, A Fúria do Dragão é estudado em livros sobre cinema de Hong Kong e aparece em documentários como Eu Sou Bruce Lee e Bruce Lee, a Jornada de um Guerreiro. Não levou Oscar nem Palma de Ouro, mas moldou a linguagem dos filmes de kung fu das décadas seguintes.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Bruce Lee em estado bruto, com aquela combinação de velocidade, carisma e intensidade que nenhuma dublagem posterior consegue reproduzir. A cena no dojo contra vários oponentes é um dos grandes momentos do cinema de artes marciais dos anos 1970.

Ponto fraco: a direção de Lo Wei é burocrática. A investigação anda devagar, a edição é truncada em alguns trechos e há cenas claramente filmadas para dublagem, com atuação visivelmente comprometida. O filme sobrevive por causa de Lee, não por causa do roteiro.

Curiosidades dos bastidores

  • Foi o primeiro filme em que Bruce Lee apareceu nos créditos como diretor de artes marciais, mesmo sem crédito formal de direção a Lo Wei.
  • Jackie Chan faz uma ponta como figurante em uma das cenas de multidão, antes de virar astro em filmes como O Caçador de Encrencas e Winners & Sinners.
  • Os takes finais do filme foram gravados em sequência corrida para economizar negativos, o que explica o ritmo acelerado de algumas cenas de luta.

Perguntas frequentes

A Fúria do Dragão é o primeiro filme de Bruce Lee?

Não é o primeiro em que ele atuou, mas é o primeiro em que ele é o astro principal absoluto. Antes dele, Lee fazia配角 (coadjuvante) em produções de artes marciais em Hong Kong e nos EUA.

Qual a diferença entre A Fúria do Dragão e Operação Dragão?

Operação Dragão foi produzido por Hollywood em parceria com a Golden Harvest, tem orçamento maior e elenco com John Saxon e Jim Kelly. A Fúria do Dragão é 100% Hong Kong, mais cru e mais politizado.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina logo após a sequência de luta final, sem teaser ou gancho para continuação.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Bruce Lee que já viram Operação Dragão e O Voo do Dragão e querem entender de onde veio o fenômeno.
  • Apaixonados por kung fu clássico que colecionam filmes da Golden Harvest e da Shaw Brothers em mídia física.
  • Estudiosos de cinema de Hong Kong interessados no período pré-Operação Dragão, quando o gênero de artes marciais começava a virar produto de exportação.

Título original: Jing Wu Men

País de origem: Hong Kong

Data do lançamento: 21/03/1972

Diretor: Wei Lo, Lo Wei

Principais atores: